terça, 19 de março de 2019

Lena Guimarães
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Leandro entregou todos

10 de março de 2019
A decisão do desembargador Ricardo Vital de Almeida de revogar, a pedido do Ministério Público da Paraíba, a prisão preventiva do ex-assessor da Secretaria de Administração, Leandro Nunes Azevedo, confirma que diante do resultando das investigações, ele preferiu falar. Fez “confissão qualificada” sobre a sua participação e de outros na contratação da Cruz Vermelha para o Hospital de Trauma.

Ao pedir a revogação da preventiva, o MPPB lembra que a investigação teve início com o compartilhamento de parte do acervo probatório da Operação Calvário, pelo MPRJ, contra a Cruz Vermelha do Brasil, filial do Rio Grande do Sul, que estava “sendo utilizada como instrumento para operacionalização de uma organização criminosa (ORCRIM), liberada por Daniel Gomes da Silva, em diversos Estados, dentre eles o paraibano”.

As investigações do MPPB levaram à Operação Calvário II e à prisão de Leandro, que foi filmado em hotel de luxo no Rio de Janeiro, recebendo uma caixa que teria “no mínimo” R$ 500 mil. Ele é apontado como “responsável pela operacionalização de diversas ações criminosas, das quais se destaca o recebimento de propinas a serem repassadas para outros integrantes do organismo delinquencial, sendo constatada a sua participação por meio de diversas matrizes de provas”.

O patrimônio de Leandro foi alvo de investigação e o MPPB descobriu aquisições de imóveis, cujos vendedores confirmaram que pagamentos foram feitos em espécie. Um deles, no Bosque de Intermares, foi colocado no nome da mãe, que confirmou ser do filho.

E Leandro falou. Segundo o que está na decisão, ele produziu “uma longa explanação fática, envolvendo, inclusive, confissão qualificada, permitindo trazer a lume a dinâmica dos eventos ocorridos no Rio de Janeiro e em Sousa/PB, este último condizente ao repasse de valores com descrição detalhada de como teria se dado a comunicação, operacionalização e execução do evento ocorrido no Rio de Janeiro, citando nomes, apontando endereços e descrevendo o papel de cada ator na execução dos fatos, demonstrando, nitidamente, o intuito de contribuir com o esclarecimento da verdade”.

Leandro entregou todos. A expectativa agora é com a Operação Calvário III, que deve alcançar estrelas.

TORPEDO

"Estou chocada. Vim aqui para falar e para me expressar como mulher, como militante do movimento feminino e como advogada. Não sei qual o medo dessas pessoas que eu fale. Não sei qual é o medo desse presidente [Radamés Estrela, do PDT], que não é um presidente, não merece respeito."

De Miriam Gadelha, que processa o prefeito Fábio Tyrone por agressão física e foi impedida de falar na sessão especial em homenagem as mulheres na Câmara de Sousa.

Embaixadora

No momento em que a Saúde é investigada por conta de desvios, a vice-governadora Lígia Feliciano visitou o Hospital Metropolitano, cuja direção está sendo chamada a devolver R$ 1,2 milhões ao Estado.

Embaixadora 2

Simpática e estratégica, Lígia Feliciano conversou com pacientes em vários setores do Hospital, para depois testemunhar: “Eles ressaltaram a qualidade do atendimento oferecido na unidade hospitalar”.

Opção

Em entrevista em Campina, o vereador Lucas de Brito admitiu seu nome como opção do PP para sucessão municipal, mas destacou que tudo será feito com diálogo com o prefeito Romero Rodrigues, cuja gestão elogiou.

Inelegível

Pelo andar da caso, a ex-primeira Dama do Estado, Pâmela Bório não vai conseguir manter o diploma de 2ª suplente de deputado federal pelo PSL obtido em 2018. O PSB desistiu, mas o MPE encampou o recurso.

Destino

O vice-procurador-geral Eleitoral, Humberto de Medeiros requereu a procedência do recurso, alegando que “tutela não apenas as pretensões subjetivas, mas também visa proteger “interesses transindividuais”.

Vínculo

Pâmela estaria inelegível em 2018 porque o divórcio do então governador Ricardo Coutinho ocorreu em 2015, após iniciado o 2° mandato. Ela só seria elegível se ele tivesse renunciado seis meses antes do pleito.

ZIGUE-ZAGUE

< O PSDB vai debater a reforma da Previdência de Jair Bolsonaro com seus deputados, senadores, governadores e prefeitos das capitais. Será quarta-feira, em Brasília.

> Geraldo Alckmin, como outros tucanos, já antecipou que por justiça social, ninguém deve receber benefício informar ao salário mínimo, como propõe a reforma.

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