quarta, 05 de agosto de 2020


Hermes de Luna
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Quase R$ 6 milhões bloqueados de Ricardo e ataques na pré-campanha

30 de junho de 2020
Justiça sequestra R$ 5,8 milhões de Ricardo Coutinho




O juiz Wolfram da Cunha Ramos, da da 3ª Vara Criminal de João Pessoa mandou bloquear R$ 2,4 milhões de uma previdência privada do ex-governador. O bloqueio do investimento veio depois que ficou constatado o valor de R$ 56 mil na conta em nome de Ricardo. O juiz atendeu pedido do Ministério Público do Estado, que aponta o ex-governador como chefe de uma organização criminosa que atuou em seus dois mandatos para desviar recursos da Saúde.


Além do sequestro da previdência privada, o magistrado também autorizou o bloqueio de quatro imóveis pertencentes a Ricardo Coutinho. Entre eles, uma casa avaliada em R$ 1,8 milhão e uma propriedade de quatro hectares, no município de Bananeiras, com valor estimado em R$ 1,6 milhão. LEIA MAIS AQUI


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Juíza entende que decisão de prefeito de Cabedelo fere decreto estadual 

Depois de muita polêmica sobre as medidas de flexibilização do comércio em cabedelo, a Justiça entendeu que o Ministério Público tem razão e o que o gestor municipal não pode decidir sobre o que deve ou que não deve funcionar.  A juíza da 4ª Vara Mista de Cabedelo, Teresa Cristina de Lyra Pereira Veloso, acatou pedido do Ministério Público e determinou ao prefeito da cidade, Vítor Hugo, o fechamento do comércio de Cabedelo.  LEIA MAIS AQUI

A decisão implica na não abertura de parte do Shopping Manaíra, como foi anunciada para amanhã. A empresa responsável pelo shopping havia anunciado a retomada das atividades de pouco mais de 70 lojas, observando protocolos rígidos de controle sanitário. Elas lojas ficam na área do município de Cabedelo.

O prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo, em suas redes sociais, ao justificar a abertura do comércio disse que o município não aguentava mais os prejuízos econômicos e não tinha como arrecadar para suprir as despesas básicas da gestão.

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Shopping diz que vai respeitar liminar da juíza de Cabedelo

O Shopping Manaíra já emitiu nota oficial sobre decisão a juíza e disse que vai cumpri-la integralmente. Eis a nota: Nota à imprensa

Em relação à decisão da Justiça que determinou o fechamento do comércio no município de Cabedelo, a administração do Manaira Shopping vem a público manifestar que:

Desde o início da pandemia, o Manaira Shopping deu exemplo ao país e esteve entre os primeiros a fechar as portas, como forma de mostrar que a prioridade é a saúde pública. 

Na semana passada, a prefeitura de Cabedelo determinou a reabertura de seu comércio, sem distinção entre lojas de shopping ou de rua. Cerca de 90 lojistas do Manaira Shopping localizados no município se viram então no direito legal de voltar a funcionar, conforme garantido pelo decreto local, e solicitaram à administração a reabertura, o que ficou acordado para o dia 1º de julho. 

O Manaira Shopping e seus lojistas têm o compromisso firme de cumprir todas as recomendações das autoridades e, por isso, seguirão integralmente a decisão da Justiça e não reabrirão as lojas, que estavam programadas para esta quarta-feira, 1º julho. As atividades somente poderão funcionar mediante sistema de delivery e/ou drive-Thru, como já estava funcionando previamente. 

Em comum, todas as ações do Manaira Shopping e seus lojistas têm o mesmo critério: seguirão as determinações das autoridades locais como forma de garantir, sempre, a segurança de todos no momento da reabertura. Essa é a nossa prioridade. 

Desde março, uma série de ações rígidas de prevenção foram preparadas para garantir que as lojas sejam espaços confiáveis para a saúde pública. Hoje, o Manaira Shopping tem uma estrutura e protocolo com 50 medidas sanitárias, de padrão internacional. O shopping está à disposição das autoridades para buscar soluções e inclusive para adotar novas medidas sanitárias que acharem pertinentes, além das dezenas já adotadas.

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Nilvan sofre ataque de racismo em grupos de conversa na internet 

A pré-campanha para Prefeitura de João Pessoa não poderia começar de forma mais abominável e repugnante. O radialista Nilvan Ferreira sofreu injúria racial em comentários num grupo de conversas pelo WhatsApp. Vou colocar o print do "crime" e um print de parte dos comentários repudiando, bem verdade, a injúria.

Mas fica registrado esse lamentável episódio contra o radialista, pré-candidato a prefeito de João Pessoa pelo MDB. Conheço Nilvan e sei que ele não se abala com esse tipo de situação agressiva, mas também sei que ele não deve deixar barato essa situação.

Nas eleições passadas, um assessor da PBTur se escondeu atrás de um perfil falso para atacar a então candidata ao senado, Daniela Ribeiro (PP). O agressor foi condenado e, nas redes sociais, continua atuando como

se fosse um defensor absoluto da democracia, com um discurso contra o que chama de "facismo". Tem muitos desse tipo, que se escondem em perfis falsos e fake news, mas se intitulam "militantes de esquerda". Claro existem também "militantes de direita"que extrapolam os comentários e parte para as agressões pessoais. A civilidade não está na ideologia, mas no respeito que o ser humano tem um pelo outro.

O deputado  estadual Cabo Gilberto (PSL) registrou em suas redes sociais o ataque descabido a Nilvan Ferreira e se solidarizou com o pré-candidato. O deputado lamentou o episódio em um grupo de conversas nas redes sociais. Seus seguidores comentaram também o ataque e recomendaram, em sua grande maioria, que Nilvan adotasse as medidas cabíveis para que o agressor fosse punido.

Como ser humano, profissional da imprensa e cidadão brasileiro, o radialista Nilvan Ferreira merece respeito de todos, adversários ou aliados. Esse tipo de ataque é descabido e merece ser rechaçado de todas as formas. Revela o racismo estrutural da nossa sociedade brasileira e não acontece apenas em grupos privados de conversa.  Por esse início de pré-campanha, onde a disputa será na maior parte nas redes sociais, já dá pra ver o que vem pela frente. A Justiça tem que ficar mais atenta ainda.

 

 

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Gervásio é co-autor de projeto que resguarda cotas em universidades

Bom seria que a gente vivesse num país onde não se precisasse de cotas, para assegurar direitos básicos a todas as etnias de sua população. Mas pelo episódio envolvendo o radialista Nilvan Ferreira, narrado acima, estamos a ano luz de alcançar o mínimo de um mundo civilizado. Por isso, ainda esperamos legislações específicas que assegurem, por exemplo, salvaguardar a reserva de vagas para candidatos negros, indígenas, quilombolas e com deficiência nos programas de pós-graduação nas universidades e institutos federais de todo país.

O deputado federal Gervásio Maia (PSB/PB) é coautor do projeto de lei 3489/2020, do deputado Bira do Pindaré.  Para Gervásio, o projeto de lei trará mais segurança para os estudantes e evitará medidas iguais a do ex-ministro da Educação que, mesmo com a demissão dada como certa no governo, revogou uma portaria que determinava o debate sobre criação de ações afirmativas.

De acordo com o PL, em cada programa de pós-graduação stricto sensu, haverá reserva de 50% (cinquenta por cento) de suas vagas para estudantes autodeclarados pretos, pardos e indígenas e por pessoas com deficiência, nos termos da legislação, em proporção ao total de vagas no mínimo igual à proporção respectiva de pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência na população da unidade da Federação onde está instalada a instituição, segundo o último censo da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE.

No caso de não preenchimento de vagas pelos candidatos, as remanescentes serão completadas pelos demais candidatos aprovados no processo seletivo.

Segundo dados de 2015 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), negros eram 28,9% dos pós-graduandos, apesar de representarem 52,9% da população.

Ao lado está um print de alguns comentários feitas em uma das redes sociais do deputado estadual Cabo Gilberto (PSL), em solidariedade ao radialista Nilvan Ferreira, pré-candidato a prefeito pelo MDB.