segunda, 14 de outubro de 2019

Lena Guimarães
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João continua sem pressa

21 de setembro de 2019
Em visita a Cajazeiras, o governador João Azevêdo confirmou o que fontes próximas a ele anteciparam desde o episódio da destituição de Edvaldo Rosas da presidência estadual do PSB: que não tem pressa em decidir se fica ou sai. Como não será candidato em 2020, como pode ser o caso de Ricardo Coutinho, pode esperar o cenário ficar mais definido para tomar uma decisão.

João até baixou um tom no seu discurso: lembrou que foi eleito pelo projeto e a não ser que aconteça um fato novo, não pretende gastar tempo buscando alternativas partidárias neste momento.

O governador confirmou que tem sido procurado por alguns partidos que se colocaram à disposição para recebê-lo, mas que tem deixado claro que não tem pressa. Contudo, até pela forma como se expressa, deixa entender que os convites mostraram que já é protagonista na política paraibana, com força para ser decisivo em 2020.

Continuando no PSB, João tem motivo legítimo para permanecer próximo dos 58 prefeitos e 399 vereadores do partido, especialmente dos que tentarão a reeleição, isso sem falar nas siglas aliadas, que estão compondo o seu governo.

Aliados dizem que só após as eleições, avaliará suas opções e decidirá se sai, e quem vai com ele. A marca que conseguir dar ao seu governo será mais decisiva do que gestos amistosos. O eleitor espera obras e ações que melhorem sua qualidade de vida. O estaleiro, a ponte até Lucena e o Centro de Convenções de Campina, que anunciou, se concretizadas, serão importantes na construção de imagem de bom gestor.

Enquanto João segue em frente, parte da oposição na Assembleia perde o discurso contra ele. Se o PSB for pacificado nos próximos meses, o governador terá um conjunto de elogios para confrontar alguns deputados, se for criticado. E a hipótese de conciliação não é descartada por alguns socialistas que optaram pelo governo.

É verdade que tem os que predizem uma debandada, justamente por medo dos impactos do racha no PSB nas eleições. Mas ainda faltam seis meses para o prazo de filiações e janela partidária que permite troca de partido sem risco de punição por infidelidade. Muita água ainda vai passar sob essa ponte. A oposição está assumindo risco alto.

TORPEDO

O problema que está acontecendo no PSB, cabe ao PSB resolver. Com relação à discussão sobre a base [governista], essa sim é uma discussão política de interesse do governo, mas [deputados de oposição] podem compor por outros motivos e não pela crise do PSB.

Do governador João Azevêdo, que não vê relação na aproximação de deputados de partidos na Oposição do seu governo com crise no PSB.

Sucessora

A deputada Estela Bezerra assumiu a presidência do PSB em João Pessoa, em substituição a Ronaldo Barbosa, que renunciou denunciando que não aceitava o golpe que derrubou Edvaldo Rosas da Estadual.

Renovação

Estela Bezerra era a vice-presidente de Ronaldo Barbosa e já convocou uma reunião com os diretorianos de João Pessoa para segunda-feira. Ela antecipou que pretende trabalhar pela renovação do partido na Capital.

Emoção

O prefeito Romero Rodrigues e o vice, Enivaldo Ribeiro recepcionaram os donos das casas e apartamentos no último dia de vistoria no Aluízio Campos, com 4.100 imóveis, que será inaugurado em 11 de outubro.

Emoção 2

“Ver no semblante de cada pessoa contemplada a gratidão de ganhar casa ou apartamento, suas moradias a partir de outubro, foi experiência ímpar, e que nos estimula a trabalhar cada dia mais”, disse Enivaldo.

É candidato

O PSL convidou e o empresário Arthur Bolinha vai se filiar ao partido e concorrer novamente a prefeito de Campina Grande. Será a 3ª eleição seguida. Em 2012 ele obteve 2,84% dos votos, e em 2016, 7,03%.

Agilidade

Convênio entre o TJPB e a Procuradoria-Geral de Campina vai garantir cumprimento dos mandados inerentes a processos da Fazenda Pública pelos oficiais de justiça. A PMCG dará carro e motorista para diligências.

ZIGUE-ZAGUE

Os contra o PL que muda regras eleitorais avisam a Bolsonaro que deve vetar pelo menos o artigo que muda prazo para análise de impugnações e anula Lei da Ficha Limpa.

Os candidatos poderão disputar sub judice. Aplicando a caso concreto, Lula poderia concorrer se a Justiça for lenta, e só depois do resultado discutir legalidade.

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