segunda, 14 de outubro de 2019

Sony Lacerda
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Início da caminhada

25 de setembro de 2019
Após várias tentativas e sem sucesso, o deputado Pedro Cunha Lima conseguiu apresentar na Câmara Federal a chamada ‘PEC dos Penduricalhos’, que prevê o fim de privilégios de parlamentares e do Judiciário como auxílios-creche, mudança, livros, saúde, alimentação ou qualquer outro beneficio para quem recebe acima 1/4 do salário do ministro do Supremo Tribunal Federal (aproximadamente R$ 10 mil). A proposta foi apresentada com 171 assinaturas. A atitude é nobre, mas assim como foi difícil de apresentar, mais difícil ainda será de ver aprovada e nós sabemos o porque.

O presidente do PSDB da Paraíba tem sido um defensor da redução da máquina pública e tem buscado apoios para que propostas como essa sejam aprovadas. O brasileiro não suposta mais trabalhar para pagar impostos altíssimos e não receber de volta o mínimo. Ao mesmo tempo em que se ‘desenrola’ para viver, assistimos políticos e integrantes do Judiciário com regalias que elevam os salários a valores nunca antes imaginados por mais da metade dos trabalhadores por todo o País. Não estou dizendo que essas regalias são ilegais. Pelo contrário, são previstas em lei. Mas, dada a desigualdade, são no mínimo, imorais.

Só apoio popular, não basta. É preciso ter convencer deputados e senadores de que essa economia com privilégios pode ser revertida em áreas essenciais críticas. Semana passada, Pedro fez uma discurso contundente sobre a real situação da Câmara dos Deputados, “que gasta além do essencial com um regimento inútil”. “Nós somos obrigados a ficar na posição da inutilidade. Não temos a capacidade mínima de processamento das coisas, porque esse Regimento não serve mais. O que acontece aqui é um desrespeito com o Brasil, porque isso tem um custo”. E sem partidarismos, sou obrigada a concordar que o tucano tem razão.

Posição contrária

O vereador Bruno Farias tem se posicionado contra a criação de mais duas vagas de vereador em João Pessoa. Ontem, o parlamentar disse que a Capital tem problemas e desafios mais urgentes a serem resolvidos e enfrentados do que se debruçar sobre o aumento do números de vagas no Parlamento. “No momento em que o País clama por redução da máquina administrativa e do tamanho do Estado, a gente caminha na contramão”, disse. Tá certo!

No susto

A bancada governista na ALPB cochilou e garantiu a aprovação do requerimento do Cabo Gilberto, que pediu ao governador João Azevêdo para que providencie, com urgência, o fim dos convênios de prestação de serviços das Organizações Sociais de Saúde. Insatisfeitos, os deputados governistas se retiraram do plenário. Comem poeira porque querem.

Reconhecimento

A deputada Doutora Paula destacou ontem a fala do governador João Azevêdo, feita no último final de semana em Cajazeiras, sobre acabar com as filas de cirurgias nos hospitais públicos da Paraíba. Segundo a parlamentar, Azevêdo mostra que faz um governo mais humano quando garante mais atenção aos paraibanos usuários do SUS.

Sinceridade

O presidente da ALPB, Adriano Galdino, fez um desabafo ontem, durante o grande expediente da Casa. Revelou para poucos deputados que o governador João Azevêdo recebeu um Governo com dificuldades e que, logo de início, ainda teve que lidar com a Operação Calvário, o que tornou a situação ainda mais complicada. A plateia ouviu ao desabafo atenta a declaração. O interessante é que este trecho da fala de Galdino ‘sumiu’ do vídeo publicado no YouTube.

Crise interna

A vereadora Sandra Marrocos disse ontem que o foco agora no PSB, depois da saída de filiados, é a reestruturação da legenda. Sem contar com os que ficaram, incluindo o governador João Azevêdo, a vereadora disse que a recomposição passará por dentro do campo progressista, dentro do projeto democrático e popular, dialogando com o PT, PCdoB, PSOL e com partidos que os socialistas têm identidade.

Resposta

O vereador Léo Bezerra não gostou muito do que ouviu da vereadora Sandra Marrocos e afirmou que, nem ele, nem Tibério Limeira, são políticos de esconder embaixo do tapete os problemas que enfrenta o PSB na Paraíba. Disse que os cargos foram entregues de cabeça erguida, cumprindo o seu papel, defendendo, lutando e brigando com unhas e dentes e, por isso, não admitirá que ninguém diga que não foi coletivo.

 

 

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