sexta, 20 de setembro de 2019

Edinho Magalhães
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‘Indiana João’ em Brasília

30 de agosto de 2019
O Governador João Azevedo esteve mais uma vez em Brasília visitando, em audiências, órgãos federais e Ministérios. Foram quase 10 reuniões em mais de 5 órgãos, entre terça e quarta-feira, fazendo com que ele destacasse, também, a Vice Governadora Lígia Feliciano para dividir tantos compromissos em tão pouco tempo.

O Governador esteve em reuniões nos Ministérios da Economia, do Meio Ambiente, da Ciência e Tecnologia e no Itamaraty. Nesses locais a pauta foi basicamente a mesma: apresentação de estudos e investimentos internacionais para a construção de um ‘estaleiro de recuperação naval’ na praia de Lucena, projeto abraçado ainda em 2010 pelo Governo do Estado que tomou vulto maior quando de uma viagem da vice Governadora à China, este ano, trazendo interesse de investidores daquele país para operar o estaleiro.

Nos bastidores a equipe econômica do Governo Federal teria ficado impressionada com o projeto apresentado pelo Governador João Azevedo na última quarta-feira em Brasília, uma vez que não há, ainda, estaleiros de reparos navais em funcionamento no Atlântico Sul. Pela posição geográfica da Paraíba, no extremo oriente do continente, o projeto seria perfeito para inserir o Brasil em mais uma rota de interesses comerciais com outros países.

Além disso, o fato do projeto já ter atraído interesses de investidores americanos por meio de ‘private equity’ (fundos de investimentos) para financiar parte da arrojada idéia (cujos valores totais se aproximam de US$1 bilhão), teria chamado atenção do próprio ministro Paulo Guedes numa sinalização tida como positiva sobre a ‘contra partida nacional’ que viria por meio de recursos do Fundo da Marinha Mercante e do BNB.

O que se soube é que o ministro Paulo Guedes iria aproveitar o percurso de uma viagem realizada na tarde de ontem, 29, com o presidente Bolsonaro, para conversar pessoalmente sobre o assunto. E se der certo, teremos a Paraíba inserida no centro das atenções de investimentos nacionais para desenvolver interesses comerciais internacionais. Excelente!

Espanha

Além desse périplo que fez do Governador um verdadeiro ‘Indiana Jones’ por Brasília, ele ainda teve tempo para se reunir com investidores europeus na Embaixada da Espanha, também conhecida como ‘Colméia’. Ali, a pauta girou em torno de atrativos turísticos, por meio da empresa Aena, que já ganhou os leilões de concessão dos aeroportos de Campina e João Pessoa.

A Bancada de Testemunha

Os deputados federais Wilson Santiago, Damião Feliciano, Hugo Motta, o coordenador da bancada Efraim Filho, além do senador Veneziano Vital, acompanharam as reuniões do Governador em Brasília.

Em Brasília

Quem também aterrissou em Brasília esta semana foi o vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior. Ele foi visto em conversa afinada com o secretário Diego Tavares em churrascaria da Capital. Comenta-se que poderemos ter uma dobradinha daquela mesa, para as eleições de 2020.

Em Brasília 2

Manoel Júnior também circulou pelo Congresso Nacional onde foi visto em conversas de pé de ouvido com o senador José Maranhão, no cafezinho da Câmara durante sessão conjunta do Congresso. Após a conversa ‘MJ’, que já foi deputado federal por três vezes, foi efusivamente cumprimentado no salão verde, por parlamentares e líderes partidários, de todas as vertentes.

Em Brasília 3

O ex-dirigente da Anamatra – Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho, juiz paraibano André Machado, também esteve em Brasília perfazendo audiências no Congresso Nacional. Numa mesma tarde conseguiu se reunir com os três senadores da Paraíba.

Na pauta a Reforma da Previdência.

Emendas de Maranhão

E por falar na Reforma da Previdência, o senador José Maranhão apresentou nada menos que 4 emendas ao texto da PEC 06/19 que foi aprovado na Câmara dos Deputados. Maranhão defende a necessidade da reforma, mas entende que há “injustiças e equívocos”, no texto dos deputados.

Emendas de Maranhão 2

As emendas do senador Maranhão se referem aos termos da Pensão por Morte; Alíquotas Progressivas, e Regras de Transição, pontos sensíveis que estão tirando o sono de representantes de entidades de servidores públicos federais.

 

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