sexta, 20 de setembro de 2019

Lena Guimarães
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Holofotes em João

10 de setembro de 2019
A dissolução do Diretório Estadual do PSB da Paraíba foi feita à revelia do governador João Azevedo, que tinha sido convidado para uma reunião de conciliação, que diante do fato consumado, não aconteceu. Ele não foi para a segunda tentativa, ontem. Mandou uma carta condicionando o diálogo à revogação da medida e a recondução de Edvaldo Rosas à presidência.

Com mais três anos e quatro meses de governo, João sabe que está em posição privilegiada, tem base política forte na Assembleia, e que se portar como pau-mandado de Ricardo Coutinho destruiria suas chances futuras na política. Usou a sabedoria do “mata-se o galo na primeira noite” ou será para sempre um submisso.

Tentou se impor, mas em nenhum momento agrediu ninguém do partido. Evitou fechar portas. Esperou um reconhecimento, já que a dissolução do Diretório Estadual ocorreu sem um fato que justificasse, a não uma reação de insatisfação à nomeação de Edvaldo Rosas para a Secretaria de Governo.

O ex-secretário do PSB, Flávio Moreira postou no Twitter que não iria à reunião porque “não seria producente alimentar um debate em uma crise que foi causada por um ato inexplicável, covarde e vil. Incompreensível”.

E prossegue: “Por que destituir um presidente leal e correto em todos os sentidos? João é de fato muito diferente de Ricardo. Respeita as pessoas, busca administrar sem permissividade personalista e lidera pelo exemplo, não pelo medo. O povo saberá julgar o melhor para os destinos do Estado”.

A proposta de conciliação do PSB dificilmente atingirá seu objetivo: garante a presidência estadual a Ricardo Coutinho (sugestão do deputado federal Gervásio Maia) e mais três cargos na Executiva Estadual, e outros quatro menores – consolação? - ao governador João Azevedo.

Se faltava um ingrediente para tornar essa crise ainda mais explosiva, o ex-governador Roberto Paulino acrescentou: convidou publicamente João Azevedo para ingressar no MDB.

João não tem pressa porque só será candidato em 2022. Pode tanto esperar o cenário ficar mais claro ou ser agente de transformação. O tempo dirá. Por enquanto, concentra todos os holofotes.

TORPEDO

"Não estamos a discutir preferência entre a ou b. Todos nós sabemos a importância, força política eleitoral do ex-governador Ricardo, também como sabemos o trabalho, os valores e merecimentos do governador João Azevêdo, tanto para o projeto ser vitorioso, como para que esse projeto pudesse ser sequenciado como gestão pública."

Do senador Veneziano Vital do Rêgo, evitando responder, no Correio Debate da 98 FM, quem seguirá se confirmado racha no PSB.

Opção

Enquanto o presidente nacional Carlos Siqueira e o ex-governador Ricardo Coutinho discutiam uma solução para o racha no PSB paraibano, o governador João Azevedo prestigiava posse do novo membro do TRE.

Posse

O juiz federal Rogério Abreu comporá o Pleno do TRE no biênio 2019-2021. Foi indicado pelo TRF-5 para ocupar a vaga deixada por Sérgio Murilo Queiroga, que passou a exercer a função de membro substituto.

Elogios

João Azevedo elogiou escolha, destacando a “vasta experiência” do juiz que agora contribuirá com a Justiça Eleitoral. “Tenho certeza de que ele fará um excelente trabalho ao lado dos demais integrantes do TRE”.

Famintos

Após as vaias a Romero Rodrigues no 7 de setembro, saldo da operação Famintos, o procurador-geral de Campina, José Mariz disse que a ordem do prefeito é colaboração total com autoridades à frente da investigação.

Famintos 2

Mariz afirmou que a Prefeitura é a maior interessada no esclarecimento dos fatos, porque não tem compromisso com o erro e não estabelecerá limites para a transparência e a boa aplicação dos recursos públicos.

Oração

A 1ª Câmara Cível do TJPB negou provimento à Apelação Cível da ex-prefeita de Cuité, Euda Palmeira, e manteve multa de R$ 10 mil por uso de símbolo da sua campanha eleitoral em ações governamentais.

ZIGUE-ZAGUE

< O ex-presidente Lula foi denunciado mais uma vez. Agora, pela Lava Jato em São Paulo, e junto com seu irmão, Frei Chico, por corrupção passiva continuada.

> Frei Chico teria recebido R$ 1,1 milhão de mesada da Odebrecht. Os donos da empresa e o ex-diretor, Alexandrino Alencar foram denunciados por corrupção ativa.

 

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