terça, 16 de julho de 2019

Sony Lacerda
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Harmonia ameaçada

20 de fevereiro de 2019
Está difícil manter a harmonia na base, ou melhor, nas bancadas governistas na Assembleia Legislativa. Sim, bancadas. É bloquinho, blocão, bancada governista e bancada de Ricardo Coutinho. Juntos, porém divididos. Durante reunião realizada para definir os nomes que comporão as Comissões Permanentes da Casa, houve certo mal estar entre os parlamentares.

A deputada Cida Ramos, que no início dos trabalhos já tinha como certa a indicação para presidir a mais importante comissão do Poder Legislativo, a de Constituição e Justiça, foi preterida. Vale lembrar que Cida era o nome do Governo para esta missão, mas não recebeu o apoio dos colegas que preferiram indicar um nome de consenso, mostrando que as atitudes que elegeram Adriano Galdino para o segundo biênio continuam válidas e fortes da Casa de Epitácio Pessoa.

Ao que parece, grande parte dos governistas não está mais disposta a ‘engolir’ todas as determinações que vêm do Executivo, como acontecia na legislatura passada. O que cabe nos perguntarmos diante desse moído: João Azevêdo não terá uma base sólida na Casa? Posso até dizer que sim, para algumas coisas, como matérias de interesse do população, que melhore a vida dos paraibanos. No mais, tudo terá que ser negociado com e entre os deputados.

De fora vemos, dentro da bancada governista, duas bases claras, uma ligada diretamente ao ex-governador Ricardo e outra que já não tem tanto interesse em atuar próxima do atual governo. E isso não é nada bom para o governador João Azevêdo, que terá que administrar com cuidado as negociações com a Assembleia. A situação observada durante a reunião para escolha dos nomes das comissões deixa claro a vulnerabilidade da bancada governista. Depois da eleição da Mesa Diretora e das escolhas para as comissões, a luz amarela se acende para João Azevêdo.

Alfinetadas

O deputado Cabo Gilberto fez sua estreia ontem na tribuna da ALPB. E já chegou, chegando. Disse que as “eleições já acabaram e é de desarmar o palanque político. Temos problemas a resolver, como segurança e saúde”. Aproveitou para alfinetar o governador João Azevêdo que, ao contrário do que fez o presidente da AL, Adriano Galdino, não foi recepcionar a ministra da Agricultura. Tereza Cristina. “A divergência faz parte, mas não recepcionar um ministro de Estado, não é legal”.

Hervázio...

O deputado Hervázio Bezerra deu “na cara da sociedade”, ou melhor dos colegas. Foi a tribuna e já avisou: “o debate em que se mexe com a honra é o único que eu não gosto. Mas, se quiserem, podem vir”. E foi mais claro ainda ao afirmou que sempre que houver debate sobre a honra do governador Ricardo Coutinho, ele sairá em defesa árdua.

... e a honra

“Fui líder do governador Ricardo Coutinho por oito anos. Sempre abominei e abominarei o debate contra a honra”. E falando para o deputado Ricardo Barbosa, agora líder de João Azevedo, disparou: “Não quero atacar quem não merece”. Ele aproveitou para elogiar a postura do líder da oposição, Raniery Paulino, pela postura sempre de equilíbrio.

‘Meu corpo não é sua folia’ 1

Marcado para hoje, às 9h, no auditório da PBTur, o lançamento da campanha: “Meu corpo não é sua folia”. A iniciativa é da Rede Estadual de Atenção às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Sexual, articulada pela Secretarias de Estado da Mulher e da Diversidade Humana e pda Segurança e da Defesa Social. O Tribunal de Justiça é parceiro da ação. O objetivo da campanha é alertar para os crimes importunação sexual e violência doméstica durante o Folia de Rua e o Carnaval.

Calar ou não calar

Levando em conta que a bancada de oposição dificilmente ganhará uma batalha de CPIs, o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Barbosa, apelou para que se promova “o bom debate” na Casa, especialmente no caso na Cruz Vermelha. Deixou claro que de longe isso signifique ‘calar’ a oposição, “que está no seu legítimo direito de alardear”. Mas, pontuou: “Insistir numa CPI é chover no molhado”.

Entre 2010 e 2018

Segundo Ricardo Barbosa, “os desmandos que ocorreram no Rio e Janeiro e Rio Grande do Sul são diferentes das demandas que são denunciadas aqui na Paraíba. Aqui o hospital [de Trauma] presta um excelente serviço, não há desvio de recursos”, disse o líder do Governo, lembrando que escândalos foram observados antes de 2010. Bem, como explica a inervenção decretada pelo Governo nos hospitais administrados pela Cruz Vermelha.

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