sexta, 20 de setembro de 2019

Sony Lacerda
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Haja roupa suja pra lavar…

21 de agosto de 2019
Não é rompimento, mas pode levar a um rompimento. Entenderam? Quase deputado Ricardo Barbosa. O líder do Governo João Azevêdo, na Assembleia Legislativa da Paraíba, declarou ontem que “não há nenhum indicativo concreto de rompimento”. Oi?! Para bom entendedor, meias palavras bastam, apesar de que os discursos têm sido nesse tom e bastante inflamados. Há que diga, dentro de uma teoria da conspiração, que tudo não passa de estratégia do partido. Marminhagente, quem danado ia “passar pano” desse jeito. Não, né.

Uma coisa, Ricardo Barbosa tem razão: Ricardo Coutinho e João Azevêdo, sendo as maiores lideranças da legenda, deveriam sentar e conversar como gente grande. Ele se refere ao fato de o assunto ter ido parar na mesa do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, que dissolveu o diretório estadual. Essa ‘intervenção’ branca acabou por destituir da presidência, Edvaldo Rosas, apontado como pivô da ruptura interna.

Ele se mostrou preocupado já que o racha entre essas duas forças levaria a uma divisão da legenda, por exemplo, na Assembleia. Apesar de eu ter certeza que essa divisão existe desde a posse e eleição da Mesa Diretora. “Isso enfraquece o partido e isso a história já nos mostrou em casos semelhantes”. Barbosa está correto na análise. Todos os partidos que racharam na última década, na Paraíba, não conseguiram se emendar politicamente.

O líder disse não esperar que esse distanciamento. Barbosa disse, em entrevista à imprensa ontem, que o governador João Azevêdo não está preocupado com a questão partidária, o que é estranho, já que a lista de apoiadores pela permanência de Edvaldo Rosas no comando do coletivo girassol, o primeiro nome que assina é o de João. Talvez, ele devesse mostrar que está realmente acima e foque na sua consolidação enquanto gestor, o que tem acontecido.

ALPB em Cajazeiras

Os deputados estaduais se reúnem hoje em Cajazeiras, durante sessão ordinária itinerante, como forma de homenagear o município pelos 156 anos de emancipação política. A deputada Doutora Paula foi uma das autoras do pedido para que a Casa se reunisse na terra do Padre Rolim. A parlamentar parabenizou Cajazeiras e aproveitou para destacar ações de sua autoria em prol do município como asfaltos, poços artesianos e recuperação de casas de taipa.

Moro paraibano

Os deputados que compõem a base do governo na ALPB saíram da sessão para evitar a votação de um pedido de urgência a um projeto do deputado Wallber Virgolino que concede o título de cidadão paraibano ao ministro da Justiça, Sérgio Moro. Deputados de oposição ainda tentaram aprovar, mas sem quórum, a apreciação fica para a próxima sessão.

Pressão

O G11 não está para brincadeira e quer saber o que está acontecendo no Hospital Clementino Fraga, em João Pessoa. Ontem, chegou a apresentar um requerimento para o Secretário de Saúde, Geraldo Medeiros, tome providências em relação às denúncias de perseguição política aos funcionários do hospital. Que será que está perseguindo por lá?

Terra desgovernada

Patos está sem sorte em ter um prefeito capaz de colocar a cidade no rumo do desenvolvimento. Ontem, o prefeito interino, Sales Júnior, renunciou ao cargo de prefeito e também de presidente da Câmara Municipal. Diante da situação de dificuldade administrativa e da pressão de parte dos vereadores, não restou outra opção para ele. Enquanto isso, o prefeito Dinaldinho Wanderley tenta voltar ao mandato com sucessivas negativas por parte da Justiça paraibana.

Conciliação

O TJPB aderiu à 14º Semana Nacional da Conciliação, instituída pelo CNJ, que será realizada de 4 a 8 de novembro, com o objetivo de ampliar o número de feitos conciliados e reduzir a taxa de congestionamento processual, relativamente aos processos cíveis e aos delitos de menor potencial. O presidente, desembargador Márcio Murilo, assinou o ato disciplinando a participação das unidades judiciárias.

Improbidade

A ex-prefeita de Pedras de Fogo, Maria Clarice Ribeiro, foi condenada pela prática de improbidade administrativa durante o Mutirão da Meta 4, do CNJ, no âmbito do Judiciário estadual. Ela teve os direitos políticos suspensos por três anos, além do pagamento de multa civil, que foi fixada em 40 vezes o valor da última remuneração percebida no cargo de prefeita. A sentença foi do juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior.

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