sábado, 16 de fevereiro de 2019

Roberto Cavalcanti
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Habemus Praesidentem

13 de dezembro de 2018
Relutei em optar pelo tema desta quinta-feira, 13 de dezembro. Não foi por falta de imaginação ou assuntos, e sim pelo excesso. Tenho pelo 13 de dezembro um profundo respeito. Há 34 anos perdia o meu primo-irmão, sócio de nossas empresas, o jovem genial Paulinho Brandão. Desde a sua morte, brutalmente metralhado por denunciar corrupção no Governo da Paraíba, o tema flui automaticamente para mim neste dia.

Não vou passar ao largo do brutal fato. O Correio da Paraíba está fazendo a nossa parte. Optei hoje, neste meu espaço, por abordar um outro tema. Na minha vida, tenho tido uma sina constante. É emblemática. Não me dou o prazer de comemorar conquistas, não paro para festejar.

Foi assim recentemente nas duas vitórias de Bolsonaro no primeiro e segundo turnos. Nunca escondi minhas posições em nada. Politicamente, sou transparente. Fui para as ruas, agitei nas redes sociais, trabalhei os meus e os outros da melhor forma. Na mais pura expressão política: Atuei!

Não foi fácil. O aparelhamento do Brasil como um todo pela máquina esquerdista é muito sólido. São mais de 20 anos de poder ininterruptos. Quem torce pelo Brasil e pensa que já ganhou, está equivocado. Transformar o Brasil em um país economicamente viável e menos corrupto não vai ser tarefa fácil.

A extrema imprensa não para de tramar. Em cada matéria, em cada entrevista, tem o propósito da desconstrução. É a trama permanente e constante da política com o lema: “Não vai ter trégua”.

Constrói-se uma imagem deturpada do perfil pessoal e político do presidente democraticamente eleito. Do fundo das mentes dos esquerdopatas são produzidas matérias sobre o nazismo, sobre o facismo, sem ao menos lerem uma boa literatura acerca do assunto.

São feitas reportagens sobre o AI-5 fora de propósito e de tempo. Tiram do fundo da cova líderes da guerrilha comunista na América Latina e resgatam advogados obsoletos, que atuaram à época da Revolução de 1964 como se fossem startups do Direito.

Geram a discórdia entre o presidente e o vice, transformam uma família vencedora como vilã e centro de confrontos e denúncias. Desmerecem injustamente o alto nível dos ministros escolhidos sem nenhuma base, a não ser para gerar o descrédito.

Contratam matérias pessimistas quanto ao futuro econômico do país, pagas para minimizar as perspectivas otimistas da população e das classes empresariais. Avaliam o cenário internacional como negativo todos os dias, com o mesmo propósito. Tentam criar vítimas para servirem de heróis de uma causa perdida. Negam e omitem os insucessos de suas bandeiras, a exemplo de Cuba e Venezuela, e, em contraponto, comemoram suas derrotas nas avenidas pujantes de New York.

Têm para nossa sorte escribas totalmente desfocados da realidade atual brasileira, resgatando fatos e histórias de um passado que não está registrado nas mentes dos jovens brasileiros. Tudo mesmo é feito cotidianamente para desconstruir!

Porque o título de hoje? Porque temos um presidente eleito da forma que todos nós queremos. Pela vontade popular. O que era bandeira dos inimigos da pátria, agora é o lema dos que amam o Brasil.

Segunda-feira última, dia 10 de dezembro, finalmente me dei um tempo, parei para comemorar. Brindei ao assistir à diplomação do novo presidente do Brasil.

Lá estavam todos batendo continência ao capitão. Se não houvesse um forte sentimento de mudança, outro seria o eleito. Não adianta agora espernear. Agora, acredito cada vez mais no meu país. Agora, Habemus Praesidentem.

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