sábado, 20 de outubro de 2018

Renato Félix
Compartilhar:

Há 30 anos

19 de setembro de 2018
1988 foi o ano que definiu a minha relação com o cinema.Eu pensava que havia sido 1987, mas pesquisei e vi que não – mas, bem, isso é uma outra história. O fato é o nascimento do cinéfilo em mim tem data: 1º de janeiro de 1988. Naquela madrigada o primeiro filme do ano na TV aberta foi Cantando na Chuva (1952).

Ao ver aquilo, totalmente desavisado para o que iria encontrar, fui atirado em um fascinante novo mundo: o universo de filmes clássicos americanos, e de musicais em particular. Até aquele momento, minha relação com filmes era bem assim-assim. Garoto, eu assistia os filmes dos Trapalhões, tinha visto os dois primeiros Superman (1978 e 1981) com certeza e, talvez, Guerra nas Estrelas (1977) na TV.

Cantando na Chuva ativou em mim o gene da paixão pelo cinema. Quando encontrei na biblioteca do Sesc Centro um Guia de Vídeo 1988 da Nova Cultural, mergulhei nele e aprendi sobre outros filmes que queria/ deveria ver. Em março, O Retorno de Jedi (1983) e Os Caçadores da Arca Perdida (1981) estrearam a Tela Quente.

Com eles, vieram o cinema pop dos anos 1980. O que me levou, em julho, a pela primeira vez ir sozinho ao cinema, pagando o ingresso com o dinheiro poupado do lanche do colégio. O filme não chega a ser um orgulho (Mestres do Universo, adaptação muito B com atores do desenho animado He-Man; eu tinha 14 anos, não exija muito).

Mas filmes melhores viriam. Com eles, o hábito cada vez maior de ir ao cinema. E de anotar num caderninho os filmes que assistia. Aqueles foram também os primeiros anos da saudosa revista Set (que começou em junho de 1987), com suas fichas descartáveis de filmes (tenho muitas até hoje). E não demoraria a estrear o Cinemania, na Manchete.

Que época para se educar cinematograficamente!

 

Relacionadas