quarta, 05 de agosto de 2020


Hermes de Luna
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Golpes no estômago da bancada oposicionista na ALPB

29 de julho de 2020
Bancada procura agora preencher vagas de líder e vice-líder

A oposição na Assembleia Legislativa foi pega de surpresa. Dois duros golpes em menos de uma semana. Perdeu, nessas duas investidas, o líder e o vice-líder de bancada. Os deputados estaduais Raniery Paulino (MDB) e Eduardo Carneiro (PRTB) migraram para a bancada governista. Já seria um prejuízo e tanto apenas pela quantidade, mas o valor triplica pela qualidade dos dois jovens parlamentares. Talvez a oposição tenha subestimado a capacidade de articulação política do engenheiro que está na sala mais poderosa do Palácio da Redenção. Sendo assim, foi um erro estratégico e um descuido enorme.

João Azevedo fisgou duas importantes lideranças no primeiro minuto do arrefecimento da pandemia do coronavírus no Estado. O governador investiu na hora certa e nos deputados certos. Quer mais simbolismo do que isso? A oposição fica agora com 8 deputados, à procura de uma liderança, desesperadamente. No ringue da política, foram dois socos bem no estômago da bancada oposicionista. Uma bancada que está nas cordas e espera dar o troco quando o gongo soar novamente. O problema é que nesse momento de encontros virtuais, fica até difícil sentar para discutir essas articulações para um revide à base governista.

A oposição vem dando um prazo até esta sexta para indicar quem vai assumir a liderança. O Cabo Gilberto (PSL) colocou seu nome à disposição. Outros deputados estaduais poderiam assumir essa missão, mas, entre os pontos que pesam contra eles está o envolvimento com as campanhas municipais pelo interior do Estado.

Com a morte prematura do deputado estadual Genival Matias, que comandava o Avante no Estado, poderia se criar um vácuo de poder no G 11. O próprio Avante tratou de conter qualquer especulação sobre ausência de comando, quando seus filiados passaram a defender abertamente o nome de Adriano Galdino para presidência da legenda. Assim, a solução encontrada em consenso foi a indicação de Eliane Galdino para o cargo. A esposa de Adriano fica lá até que o deputado consiga se desvencilhar do PSB, sem correr perigo de sofrer um processo por infidelidade partidária. Some-se a isso a volta de Júnior Araújo (Avante) à Assembleia Legislativa, para não dar chance da oposição ser inflada com a posse do segundo suplente Jacó Maciel.

Essa movimentação do Avante mostra, acima de tudo, uma base governista articulada e coesa. Já as investidas de João Azevedo também mostram aos próprios deputados do G 11 que o governo não ficará refém de qualquer mal entendido com esse bloco. Tem cartas mangas para jogar o jogo. Serve de exemplo mais ainda para a bancada de oposição. A recomposição tem que ser rápida e inteligente, para não perder ainda mais espaços na Assembleia Legislativa. Acelerar esses processo de escolha de novos líderes ajuda a estancar a sangria e sair das cordas para voltar ao combate sem cambalear.