domingo, 19 de maio de 2019

Lena Guimarães
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Futuro em xeque

12 de março de 2019
A Operação Calvário II já tem repercussões claras na Paraíba: fortaleceu o conceito do GAECO/MPPB, que está sendo comparado à força-tarefa da Lava Jato; o desembargador Ricardo Vital de Almeida (TJPB) é apontado como exemplo; e Leandro Nunes Azevedo, o ex-assessor de Livânia Farias chamado de “colaborador” na decisão que revogou sua prisão, como aquele que colocou em xeque o futuro do governador João Azevedo e de outros girassóis.

Quem imaginava que menos de quatro meses após as eleições que registraram a mais expressiva vitória do PSB na Paraíba – João Azevedo ganhou no 1° turno com 58,18% dos votos válidos -, uma investigação iniciada no Rio de Janeiro iria revelar que sua campanha contou com recursos ilegais, através da Cruz Vermelha, contratada para gerir o Hospital de Trauma e que estaria desviando dinheiro da saúde?

Quem expõe o caso, e aponta até os fornecedores que receberam dinheiro por ocasião da viagem que fez ao Rio de Janeiro e recebeu uma caixa com mais de R$ 900 mil de Michelle Cardoso, da Cruz Vermelha, é justamente Leandro Nunes Azevedo, que também acusou a secretaria de Administração do Estado de comprar uma casa na cidade de Sousa com dinheiro da mesma origem, o que ela nega.

O andamento da investigação está devolvendo ânimo à oposição. Minoritária na Assembleia, até então acuada ao ponto de não conseguir 12 assinaturas para propor a CPI da Cruz Vermelha, já enxerga mais do que um processo de desgaste da imagem do PSB e de líderes como o ex-governador Ricardo Coutinho, mas a possibilidade de punições que podem alterar o comando administrativo do Estado.

O prefeito Luciano Cartaxo admitiu que o seu PV está acompanhando o processo, e que o jurídico da campanha que teve seu irmão, Lucélio Cartaxo, como candidato a governador, também.

O presidente do PSDB, Ruy Carneiro lembra que a Operação Calvário indica Caixa 2 não só em 2018, mas também na campanha de 2014, quando Ricardo Coutinho foi reeleito. Que existem outros exemplos de desequilíbrio nas eleições, como o famoso caso do Empreender-PB, que pedia cassação do governador, mas passados quatro anos, ele terminou o mandato e não foi julgado pelo TRE.

A diferença entre os dois casos é Leandro, que contou tudo e apontou todos.

TORPEDO

"O governo tem sufocado o nosso país. Essa máquina pública burocrática, corrupta, ineficiente e banhada de privilégios precisa mudar. Cuidar do essencial e deixar o Brasil produzir. Menos custo, mais Brasil."

Do deputado Pedro Cunha Lima (PSDB), defendendo reformas e agenda de desburocratização para o País.

Julgamento

Na sessão de amanhã do TCE estará em pauta contas da Cruz Vermelha, a que distribuiu dinheiro com agentes públicos. O relator é o conselheiro Nominando Diniz, que recebeu detalhada inspeção da Auditoria.

Proibição

O presidente da Câmara de Sousa, Radamés Estrela, do PDT, agora é conhecido em toda Paraíba, graças a decisão de proibir a advogada Miriam Gadelha de falar na sessão em homenagem as mulheres.

Causa

Miriam Gadelha, que é professora de Direito, processa o atual prefeito, Fábio Tyrone, aliado de Estrela, por agressão física. Na Câmara ela recebeu apoio dos vereadores Bruna Veras e Cacá Gadelha.

Direitos

A senadora Daniella Ribeiro está nos Estados Unidos, participando de evento da ONU sobre o status da mulher. Entre os temas em pauta, sexismo, violência, proteção social, política e o papel do parlamento.

Homenagem...

Por unanimidade, o Colégio de Procuradores de Justiça aprovou votos de louvor a Antônio Carneiro Arnaud, extensivos à toda direção e corpo clínico da Fundação Napoleão Laureano, pelo seus 57 anos na Paraíba.

... merecida

A fundação presidida por Carneiro Arnaud, sem fins lucrativos, mantém o hospital que foi o primeiro a oferecer tratamento especializado aos paraibanos com câncer, mudando histórias e devolvendo perspectivas de vida.

ZIGUE-ZAGUE

< Raquel Dodge não aceitou a suspeição de Gilmar Mendes, como propôs a Lava Jato para casos que envolvam Paulo Vieira de Sousa e o ex-senador Aloysio Nunes.

> Para ela, as evidencias materiais (histórico de conversas entre o senador e o ministro) não indicavam amizade íntima que possa justificar a suspeição defendida.

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