segunda, 10 de dezembro de 2018

Lena Guimarães
Compartilhar:

Forte, de novo

25 de novembro de 2018
Nesta quarta-feira, 28, os advogados paraibanos vão eleger a nova diretoria da OAB-PB, uma entidade com história marcante em defesa dos direitos e liberdades democráticas. Mas, pelo menos 51% dos inscritos não poderão votar, pois estão inadimplentes. Para a oposição, é reflexo da gestão de Paulo Maia, que enfrentará na reeleição um ex-aliado forte, que é Carlos Fábio, além de Sheyner Asfora, que ficou conhecido ao advogar para Ricardo Coutinho.

Carlos Fábio foi eleito para a Caixa do Advogado na chapa que teve Paulo Maia para presidente. Ele afirma que não houve um rompimento de sua parte, mas quebra de compromisso do ex-aliado, que passou a priorizar “pretensões pessoais” em detrimento do conceito que apresentaram a advocacia paraibana e que levou à vitória.

Com larga experiência nos tribunais e na OAB, Carlos Fábio montou uma chapa plural, a “Compromisso é a nossa força” - uma resposta ao agora concorrente -, que mistura renomados e jovens profissionais do Direito, com participação de 50% de mulheres. É o caso da vice-presidente, Rebeca Delfino.

Carlos Fábio diz que a OAB precisa voltar a ser forte. Quem lembra de Vital do Rêgo, então presidente da entidade em cima de um tanque do Exército, fazendo discurso em defesa das liberdades democráticas enquanto o ex-presidente João Figueiredo passava, tem que concordar que a Ordem mudou.

“A OAB não pode ser simples comentarista de casos. Deve voltar a ser protagonista de grandes causas, estando à frente das grande lutas de interesse da sociedade. Não pode simplesmente assistir inerte, e nós não nos furtaremos de travar essas lutas, sempre que se fizer necessário. O primeiro caminho será sempre o diálogo franco e aberto, mas, se necessário, não deixaremos de ir para o enfrentamento em defesa da advocacia e da sociedade”.

É um discurso que ecoa na categoria, que na visão de Carlos Fábio, se afastou da OAB-PB porque não se sente representada. Ele promete uma relação aberta com o TJPB, buscando o diálogo, mas garante que não deixará de agir de “maneira firme” em defesa da classe e dos jurisdicionados. Com o governo, diz que será de “total independência”.

Carlos Fábio tem outra vantagem: integra o grupo que ganhou as últimas três eleições na OAB. Não pode ser subestimado.

Torpedo

"Se os poderes não demonstrarem interesse numa discussão, trataremos do tema no CNJ. A atual gestão teve essa como uma das principais propostas e absolutamente nada fez, diante da sua falta de representatividade" (De Carlos Fábio, candidato a presidente da OAB-PB, que pretende chamar TJ, Legislativo e Executivo para discutir altas custas judiciais)

Quem será?

O prefeito Luciano Cartaxo diz que é cedo para discutir sua sucessão, mas aliados já apontam os favoritos para 2020, em seu bloco: Zennedy Bezerra (PV), Diego Tavares (SD) e Marcos Vinicius (PSDB).

Comando

Ricardo Coutinho viajou e Lígia Feliciano está respondendo pelo governo. Na terça-feira ela passará o cargo ao presidente da Assembleia, Gervásio Maia, que será governador interino até a sexta-feira.

Presidentes

Entre governistas na Assembleia ninguém duvida que a PEC que proíbe antecipação de eleição vai para o lixo e que devem eleger Mesas dos dois biênios. O 1° presidente é Adriano Galdino. O outro, RC decidirá.

Inelegível

Depois do escândalo da compra do mandato, das fraudes em licitações e prisões, nem precisava, mas a Câmara de Cabedelo decidiu, por unanimidade, tornar o ex-prefeito Leto Viana inelegível por 10 anos.

Mudança

A presidente da Câmara de Cabedelo, Geusa Ribeiro parabenizou a Comissão processante: “A Câmara se tornou diferente desde a Operação Xeque-Mate e ela não tem mais continuísmo ou conspiração”.

Corrupção

Ainda Geusa: “Quando eu assumi a presidência, a Câmara era um balcão de negócios. Hoje, a população diz que não quer mais organização criminosa e nem corrupção”. Elogiou José Eudes, autor da denúncia.

Zigue e Zague

A senadora Ana Amélia, que foi candidata a vice-presidente na chapa de Geraldo Alckmin, está cotada para a Secretaria de Comunicação de Jair Bolsonaro.

O general Hamilton Mourão vai sentir o gostinho da Presidência logo após a posse como vice. Jair Bolsonaro deve tirar licença de 15 dias para nova cirurgia.

 

Relacionadas