quinta, 21 de março de 2019

Sony Lacerda
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Estratégia de Galdino

29 de dezembro de 2018
O deputado estadual Adriano Galdino demonstrou ontem que está afinado com as decisões e orientações governistas. Durante votação sobre o voto aberto para a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, foi um dos poucos, da base governista, a dizer sim pela votação aberta, seguindo o que foi orientado pelo líder Hervázio Bezerra. Antes da votação, Galdino, candidato a presidente já no primeiro biênio, disse que tanto fazia se o voto fosse “aberto, fechado ou arreganhado”. Apesar disso, preferiu ficar ao lado do governo.

A maioria da bancada, que irá formar a sustentação do governo João Azevêdo no Legislativo, preferiu seguir pela rejeição da matéria e, consequentemente pelo voto fechado. Até aqui tudo bem. Mas, o que levaria Galdino a preferir a votação aberta, quando para ele seria melhor a garantia do voto fechado? Estratégia para se aproximar do governo e garantir seu nome como presidente já no primeiro biênio? Possivelmente.

Enquanto outros deputados a exemplo de Ricardo Barbosa, Tião Gomes e Branco Mendes - pretensos candidatos a presidente para o segundo biênio - colocaram a cara para bater defendendo que a votação na Casa continuasse fechada, Galdino saiu ileso do processo sem nenhuma reclamação a ser feita por parte do governo. Ou seja, Galdino não tem nada com a reprovação do projeto. Ele votou favorável demonstrando fidelidade ao governador Ricardo Coutinho e ao novo governador João Azevêdo.

A partir disso, é esperar a composição das Mesas e partir para o processo eleitoral em fevereiro. A gente pode ter certeza de uma coisa. Adriano Galdino será o presidente da Assembleia Legislativa com ou sem o apoio do governo. Isso ficou comprovado ontem na apreciação do voto aberto.

(André Gomes)

Amigo secreto movimentado

Os vereadores da Capital realizaram um amigo secreto esses dias para se confraternizarem. Dois tipos de presentes dominaram a noite: roupas e bebidas. Tibério Limeira, por exemplo, tirou Eduardo Carneiro. O presente, uma gravata - verde, não laranja - para o companheiro usar na posse na Assembleia Legislativa. O problema é que Eduardo não sabe ainda se vai usar a gravata. Motivo: o deputado diplomado é oposição ao Governo socialista. Ahhhh, presente é presente né.

Amigo 1

O atual presidente da Câmara, Marcos Vinícius, não compareceu à festa mas, calma. Mandou o presente pela amiga Raíssa Lacerda. A contemplada foi a vereadora Sandra Marrocos. A confraternização dos vereadores aconteceu na casa do vereador João Corujinha, que assume o cargo de presidente do Legislativo municipal próxima terça-feira.

Cláudio Lima sai

Para quem apostava que Cláudio Lima continuaria à frente da Secretaria de Segurança Pública, perdeu. Ontem, João Azevêdo tratou de enterrar a última pá de cal dos esperançosos e anunciou o nome de Jean Francisco para o cargo. No mais, nomes conhecidos e já com cadeira na gestão de Ricardo Coutinho. Cláudio Lima já havia dado sinais de que não queria mais.

Todos afinados

O deputado Ricardo Barbosa explicou que não estaria contrariando nenhuma orientação do Governo sobre a permanência do voto secreto para eleição da Mesa Diretora, até porque, segundo ele, não houve orientação para a base nesse sentido. “Nós continuamos tanto eu, o deputado Branco Mendes e o deputado Tião, e todos os outros 19 deputados integrantes da base da forma mais afinada, leal e solidária, não só ao governo que finda, mais ao governo João Azevedo”.

Até logo

O deputado Bruno Cunha Lima se despediu de vez da Assembleia Legislativa ontem, durante a última sessão dessa legislatura. Foi bonito de ver a trajetória do parlamentar durante esses quatro anos. Sempre elegante, honesto, transparente e coerente nos posicionamentos, deixa uma legião de amigos no plenário e também por diversos departamentos da Casa. Os servidores chegaram a se emocionar com Bruno na hora do “até logo”.

Destaque

O procurador paraibano Marcilio Franca, corregedor do Ministério Publico de Contas da Paraíba, que está realizando trabalho acadêmico em Turim (Itália), teve o mandato renovado no Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul, que reúne Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai. A Corte é responsável pela solução de controvérsias no Mercosul. “Isso engrandece meu trabalho e o nome do nosso Estado”, disse.

Colaboração de André Gomes

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