terça, 18 de junho de 2019

Lena Guimarães
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Engrossou o talo

11 de janeiro de 2019
Não adianta cobrar espaços! Principalmente se você já os tiver. O prefeito Luciano Cartaxo deixou isso bem claro ontem em entrevista ao programa Correio Debate, da rádio Correio FM. Desde segunda-feira, quando anunciou uma reforma administrativa, ele tem sido alvo de duras críticas da oposição e da estranheza de alguns aliados.

A oposição tem questionado o fato de Cartaxo ter nomeado o irmão Lucélio para ser chefe de seu gabinete. Os coligados evitam falar, mas têm olhado torto para o gestor porque consideram que perderam espaço na prefeitura.

Mas ontem ele foi direto, rápido e objetivo: “A decisão é do prefeito. Erros e acertos, é o prefeito”, disse.

Sim, claro, óbvio! Quem manda no pedaço é ele, quem está no comando é ele, quem toma as decisões é ele.

Com relação a nomeação do irmão, como o próprio Luciano explicou, não é contra a lei. Pode até ser imoral, mas ilegal não é. E ele lembrou bem de outros casos onde isso já aconteceu também.

Recordou o episódio em que o então prefeito de João Pessoa Ricardo Coutinho nomeou o irmão, Coriolano Coutinho, para superintende da Emlur, órgão que cuida da limpeza da cidade.

Numa história mais recente, Cartaxo trouxe a nomeação da companheira do então governador Ricardo Coutinho, que assumiu a pasta das Finanças e se manteve nela agora com João. De recordação em recordação ele foi tentando justificar a presença de Lucélio na prefeitura por agora.

Partindo para os aliados que retorceram a cara para o que alguns deles chamam de ‘perder espaço’, Luciano também foi taxativo e explicou que não é bem assim como dizem, não! O caso do PSDB, por exemplo, o prefeito contou as três secretarias adjuntas ocupadas por tucanos.

Como o próprio Cartaxo disse, é preciso sair da zona de conforto, se mexer. Até porque as eleições já passaram e nas próximas não haverá espaço para ele e nem Lucélio disputarem cargo majoritário em João Pessoa.

TORPEDO

"A gente entende que é melhor que ele apresente seu modo de governar, se foi ele mesmo que escolheu a equipe, que dê tempo dele avaliar. Vamos cumprir o papel de fazer a crítica, mas dando chance para apresentar propostas."

Do prefeito Luciano Cartaxo sobre a oposição estar aliviando a barra do governador João Azevêdo nesses primeiros dias de gestão.

Babado...

A agora ex-coordenadora de transportes do município de Mari, Francikely, soltou o verbo depois de ser exonerada do cargo e detonou artilharia pesada contra a filha do prefeito, Rosemagna Cunha, que ocupa o cargo de secretária de Educação.

... confusão...

Rosemagna teria ‘pedido a cabeça’ de Francikely depois de ouvir “umas verdades”. A ex-coordenadora alega ter dito para a ex-aliada que ela deveria manter os pés no chão e ser mais humilde.

... e gritaria

Francikely disparou em uma entrevista na cidade. “Agora, quero dizer umas verdades pra ela, que não adianta ela fazer plástica no corpo e ficar bonita por fora se o coração dela é podre!”.

Dados

O repórter do Portal Correio, Alexandre Freire, fez um belo levantamento sobre a atuação dos deputados estaduais mostrando quantos projetos cada um apresentou em 2018. é importante a população acompanhar isso de perto.

Trabalho

São os projetos levados pelos parlamentares à Assembleia Legislativa que se transformam em melhorias para a população. Nabor Wanderley foi o campeão. O resto é só conferir no portalcorreio.com.br.

Precatórios

O presidente eleito do TJPB, desembargador Márcio Murilo, revelou mais um nome que vai integrar a sua equipe de juízes auxiliares. Gustavo Procópio Bandeira, será o juiz auxiliar da presidência do TJPB, na área de Precatórios.

Resultado

Ao justificar a escolha, o desembargador Márcio Murilo disse que, quando dirigiu a Escola Superior da Magistratura, no biênio 2009/2010, Gustavo Procópio o surpreendeu como diretor adjunto da Esma.

ZIGUE-ZAGUE

< O Governo Federal vai ter que agir rápido se não quiser provocar um caos na saúde básica, porta de entrada para o tratamento de enfermidades da população. É que o Programa Mais Médicos está enfrentando sérios problemas.

> O fato é que os médicos brasileiros inscritos para substituir os cubanos não estão se apresentando para os cargos. Quando eles descobrem que terão que atuar em locais distantes e isolados, eles desistem.

Colaboração de Nice Almeida e equipe CORREIO

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