sábado, 16 de fevereiro de 2019

Roberto Cavalcanti
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Emoções

03 de janeiro de 2019
Primeiro dia do ano, deveria ter relaxado, ido à praia e me esquecido de tudo e de todos. Qual nada! Chegando à beira-mar, ao interagir com todos, ajudado pela sociabilidade que só as praias proporcionam, fui questionado. “Doutor Roberto, não foi assistir à posse de Bolsonaro em Brasília?”

Todos me atribuem atitudes e poderes que nem sempre batem com a minha realidade. Meio encabulado, para justificar, perguntava qual o horário da transmissão.

Feito os cálculos de ajuste ao horário de verão, 13 horas era o meu limite de permanecer à beira-mar.

Ligada a TV, meu coração batia forte de emoção. Estava assistindo a mais emocionante posse de um presidente da República que jamais testemunhei.

Para mim, não só uma mistura de comemoração aos positivos valores que acredito que este governo trará economicamente ao país como um todo, mas, principalmente, o início da tarefa de desconstrução e desmonte de um modelo esquerdopata implantado nos últimos anos.

Meu conteúdo emocional era esse, estava comemorando a vitória do que penso, o que viesse de saldo seria lucro.

E como lucrei! Foram várias horas de transmissão direta primorosamente executada pela Rede Record de Televisão e retransmitida pela nossa TV Correio.

Não faltou garbo à solenidade. Ainda na Granja do Torto, partia o cortejo presidencial escoltado por batedores em vias previamente isoladas.

Ao chegar à Catedral de Brasília, ponto inicial das solenidades de posse, pudemos dimensionar a pujança do evento. Tudo milimetricamente planejado, não havendo espaço para erros.

Uma flecha de batedores precedia o “Rolls Royce” presidencial, sendo escoltado pela cavalaria Dragões da Independência, percurso no qual o casal Bolsonaro/Michelle, de pé, acenava para o público.

Ao pé da rampa de acesso ao Congresso Nacional, o eleito era recebido pelos presidentes do Senado e da Câmara Federal. Ato contínuo, presta juramento e era empossado 38º presidente do Brasil.

Presta contas à nação em discurso de máximo equilíbrio e ponderação. Convoca todos pela união do País. É aplaudido pelos presentes. Para mim, bastava, era a consagração de um momento histórico para o Brasil.

Segue, então, em direção ao Palácio do Planalto, onde é recebido pelo ex-presidente Michel Temer, que o consagra com a transferência da faixa presidencial.

A partir deste instante sou surpreendido por um gesto inédito em uma posse presidencial. Aquele homem, que criminosamente foi atacado de todas as formas, fisicamente e moralmente, principalmente com a deturpação de como agia em relação às mulheres, deu o seu troco.

A primeira-dama era homenageada e brindava o país inteiro, especialmente os deficientes auditivos, dentre os quais me incluo, com um lindo pronunciamento interpretado pela senhora Adriana Ramos, e pela própria Michelle, transmitido através da linguagem de sinais “Libra”.

Não consegui escutar todos os detalhes do seu conteúdo em razão da emoção dos que estavam em torno de mim. Exclamações de graças ecoavam por todos os lados. Era a mais pura emoção.

Dando a ela, mulher, a preferência do pronunciamento à nação, Bolsonaro calava os algozes do mal.

Fechando a cerimônia, tínhamos um estadista autêntico. Repetia agora, eleito e empossado, todas as teses defendidas em sua campanha.  Falava agora para o seu público, para seus eleitores, falava para o Brasil que o elegeu. Mantinha-se autêntico e verdadeiro.

Abri 2019 brindado por emoções. Repito as palavras de Erasmo Carlos.

“Mas eu estou aqui

Vivendo esse momento lindo

De frente pra você

E as emoções se repetindo

Em paz com vida

E o que ela me faz

Na fé que me faz

Otimista demais”.

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