segunda, 10 de dezembro de 2018

Sony Lacerda
Compartilhar:

Eclinton, #tamojunto

06 de dezembro de 2018
Não escrevo aqui como diretora de Jornalismo, nem como vice-presidente da Associação Paraibana de Imprensa, mas como companheira de Sistema Correio e colega de profissão de Ecliton Monteiro, profissional sagaz, competente e comprometido. A situação vexatória a qual Ecliton foi submetido ontem, nas dependências da Câmara Municipal de Cabedelo, chegou a ser bizarra, descabida e certamente abusiva.

Não podemos de forma alguma vivenciarmos retrocessos quando se está em jogo liberdade de expressão, ainda mais dentro de um espaço de Poder, cujos representantes foram eleitos pelo povo, dentro de uma democracia. E quando esta é tolhida no exercício da profissão, então, é absurda. Segundo, o profissional estava cumprindo uma pauta, e não agredindo e, ainda assim, não poderia ter recebido “voz de prisão” de alguém que, na ocasião, não se identificou, intimidou, ameaçou e ainda tomou o celular - objeto de trabalho - de Ecliton.

Após toda a confusão, e com a intervenção do âncora do Correio Debate, Nilvan Ferreira, no ar, descobriu-se que o cidadão é policial militar - categoria que tem meu total e irrestrito respeito -, mas que no momento não estava a serviço e, sim, trabalhando como um prestador de serviço. Eu espero, sinceramente, que esse tipo de atitude não tenha encontrado abrigo na presidência da Casa ou até mesmo pelos vereadores que a compõem, seja em relação ao episódio de ontem ou em ‘futuros’ que nunca vem a ocorrer.

Ah! E antes que alguém fale por aí que jornalista é uma categoria corporativista, não somos a única não é mesmo. Mas, nesse caso, defendo o direito de exercer minha profissão e de ir e vir. Autoritarismo, abuso de poder e etc não têm vez comigo.

Solidariedade

Em entrevista ao Correio Debate, da 98FM, a deputada reeleita Estela Bezerra comentou sobre a situação de abuso contra o direito e liberdade de trabalho e expressão pelo qual passou o repórter Ecliton Monteiro, dentro das dependências da Câmara Municipal de Cabedelo, no final da manhã de ontem. “Foi uma atitude totalitária, de abuso de poder”, ressaltou a socialista, que garantiu levar o assunto ao plenário da Assembleia Legislativa.

É e não é

Sobre a eleição para a Mesa Diretora da Casa de Epitácio Pessoa e sobre o nome de Adriano Bezerra, que já ocupou o cargo, está perdendo ‘força’ dentro da base governista - são 22 parlamentares -, Estela não quis entrar no mérito, mas é aquela história: existem sim outros nomes de expressão dentro dessa bancada e que devem estar se movimentando.

Estratégia

“Acho que o PSB tem que estar em posições estratégicas, não necessariamente na presidência, e tem que ter mulheres na Mesa Diretora”, arrematou Estela, dizendo que “não vai lançar candidato”. Ou seja, não vai indicar, mas conhecendo a socialista, certamente irá se posicionar. Talvez não seja o momento. Eu ‘voto’ por uma mulher na presidência.

Boa política de bruno

Falando em boas práticas, o deputado estadual Bruno Cunha Lima anunciou, no Correio Debate TV, a saída da presidência do Solidariedade. Como diria minha vó Donana, direto de Aguiar: tem certas decisões na vida que já não eram sem tempo. Bruno não se elegeu deputado federal, mas tem história pessoal e política, não apenas sobrenome. Líder da bancada de oposição na Assembleia Legislativa, sabe muito bem o que quer e que caminho seguir: o da boa política.

Competência

A juíza-corregedora Silmary Alves de Queiroga Vita, titular da 2ª Vara da Fazenda Pública de Campina Grande, teve o nome confirmado o cargo e fará parte da equipe da Corregedoria-Geral de Justiça no biênio 2019/2020. Ela foi indicada pelo corregedor-geral de Justiça eleito, desembargador Romero Marcelo, que destacou a experiência e competência da magistrada, ao justificar a sua recondução.

E haja moído!

Arrematando o moído que envolve a eleição da nova Mesa Diretora da ALPB, ainda em fevereiro de 2019, e que passa pela emenda que mudava o sistema de eleição e reeleição antecipada, aprovada e depois ‘desaprovada’. Resumindo: o deputado Ricardo Barbosa fez um discurso inflamado na tribuna da Casa. Se foi para ele o recado, não sei, mas o governador Ricardo Coutinho foi curto e grosso: “os incomodados que deixem a base”.

 

Relacionadas