quarta, 13 de novembro de 2019

Lena Guimarães
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E a obra? É de quem mesmo?

02 de novembro de 2019
O governador João Azevêdo “pegou ar” com o aliado Ricardo Coutinho, durante solenidade ontem. Aliás, já era esperado esse tipo de atrito, afinal um sucedeu o outro. Sem falar que não falta quem atiçe, inclusive com bolsa de apostas para a oficialização de um possível racha. Isso eu já acho demais. Primeiro, cada um sabe de si. Questões de partido, só cabe a eles. Agora, a pegada de ar veio após a tuitada de Ricardo sobre a entrega da rodovia que liga Pilar a Itabaiana.

“Dezoito meses após o início da rodovia, a PB 082, ligando Pilar a Itabaiana, está sendo inaugurada. Faz parte do maior programa de pavimentação já realizado no Estado, o Caminhos da Paraíba, com 2.680 km. A história se faz com AÇÃO”, escreveu o ex-governador na rede social. Pelo visto, o calo de João é o discurso das obras - de e por Ricardo.

João respondeu: “Será que as obras não eram para serem concluídas. Grande parte dessas obras que eu planejei. Eu tenho compreensão que governo é sempre feito de muitas mãos. A grande questão é que desde a campanha, eu disse claramente: todas as serão serão concluídas. E é isso que eu fazendo”. João afirmou que já pagou quase R$ 200 milhões em obras, fora as que o Governo dele está iniciando.

Vamos combinar que obra pública não tem dono. Acho muito engraçado quando os políticos abrem discursos dizendo: “essa obra é para o povo, do povo...”. Balela. Uma disputa dessas, sobre quem é dono do quê, minha gente, não tem sentido de ser. Primeiro, que o recurso é publico. E se é público, é nosso. É uma vergonha que, a essa altura do campeonato, estejamos assistindo a esse tipo de birra, não chega nem a ser briga propriamente dita. Salientando que essa ‘disputa’ não vem nem do Governo Ricardo, muito menos do de João. Estou para ver um, em 24 anos de profissão, que não tenha se passado para isso.

Fala-se tanto em “não vamos olhar para o retrovisor”. É só para onde se olha, esquecendo-se do principal: olhar para frente. Vamos avançar nesse discursinho de ‘privatização’ de obra. Eu aqui não falo nem do racha interno do PSB, porque quando se trata de posicionamento, é até esperado. Afinal, em relação ao PSB, as duas maiores lideranças continuam sendo João Azevêdo, eleito governador em primeiro turno, e Ricardo Coutinho, pela trajetória e pela gestão. São adultos, que resolvam entre si.

Torpedo

Não precisamos descer a esse detalhe. Vamos terminar todas as obras que começaram. Estou terminando obras que foram consideradas inauguradas no dia 31 de dezembro, mas não estavam sequer prontas.

Do governador João Azevêdo, ao comentar postagem do antecessor e padrinho político, Ricardo Coutinho, sobre inaugurações de obras.

No verão

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, adiou sua vinda à Paraíba para o mês de janeiro, em razão de modificação na sua agenda, após ter assumido interinamente à presidência da República, por vários dias, com a consequente viagem de Jair Bolsonaro à Ásia.

Evento segue

O vice-presidente participaria da abertura da Semana Estadual do Empreendedorismo que acontece em João Pessoa entre segunda-feira e sexta-feira, fruto de uma lei de autoria do deputado Eduardo Carneiro (PRTB).

Trabalho

O prefeito Romero Rodrigues lançou, ontem, um novo pacote de obras dentro do Programa Cresce Campina, que envolve recursos globais de R$ 52 milhões. No Jardim Borborema, anunciou o início imediato da pavimentação em paralelepípedo em 120 novas ruas, com calçadas e drenagem.

E vai?

Relator da Lei Orçamentária Anual do Governo do Estado para 2020, o deputado Tião Gomes (Avante) expressou a reserva de R$ 120.894.039,00 para atender as emendas individuais, tema rejeitado pelo governador João Azevêdo. Batalha anunciada para breve na Assembleia.

Garantias

A previsão de recursos para cada um dos 36 deputados investir em emendas impositivas é de R$ 3.352.612,19. A Lei Orçamentária precisa ser aprovada até 20 de dezembro, antes do recesso parlamentar.

Zigue-zague

Ao longo deste ano, 1.357 servidores do Poder Judiciário da Paraíba já participaram de formações promovidas pela Escola Superior da Magistratura (Esma), na modalidade de ensino a distância (EaD).

Para o diretor da Esma, desembargador Marcos Cavalcanti, preparar o servidor é assegurar o crescimento pessoal e a melhoria da qualidade dos serviços à disposição da sociedade.

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