quarta, 19 de setembro de 2018

Renato Félix
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Dolores foi meus anos 1990

17 de janeiro de 2018
O Cranberries lançou um disco no ano passado, com releituras de seus sucessos em modelo acústico, com acompanhamento de um quarteto de cordas da Irish Chamber Orchestra. São grandes sucessos do grupos, mais algumas canções inéditas. Mas, sem prejuízo da continuidade de sua carreira, a banda, para mim, é uma marca forte que traz de volta memórias dos anos 1990.

Evidentemente isso também acontece, particularmente, com a vocalista, compositora e letrista da banda, Dolores O'Riordan.

Sua morte repentina e muito precoce, na terça passada, aos 46 anos, foi recebida como se uma parte dos anos 1990 tivesse morrido com ela. Uma época em que a MTV era o nosso rádio, quando simplesmente podíamos deixar ligado no canal porque, mesmo que uma música ruim estivesse passando, um boa logo chegaria.

Me lembro quando o canal divulgava a programação dos clipes e soubemos, por exemplo, o dia e hora da estreia de "Just my imagination", em 1999, e me coloquei com um amigo na frente da TV, na hora marcada, para assistir na estreia. E nos surpreendemos com aquele colorido tão pouco comum à banda.

Hoje a Music Television nem toca música. Mas isso é outra história.

Uma época em que se comprava disco, imagina. Do Cranberries eu tenho três até hoje, comprados lá naqueles dias. O primeiro, Everybody Else Is Doing it, So Why Can't We? (1993), Bury the Hatchet (1999) e Wake Up and Smell the Coffee (2001).

Estive entre as várias pessoas da Paraíba que cruzaram a divisa para ver Dolores e seus companheiros do Cranberries em Recife, em 2010. Foi como um encontro há muito adiado. E, esta semana, um adeus muito triste.

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