quarta, 13 de novembro de 2019

Edinho Magalhães
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Dilemas da Bancada

11 de outubro de 2019
A reunião da bancada federal paraibana realizada na última terça em Brasília, foi um sucesso.

Pelo menos do ponto de vista de participação e de unidade entre seus membros.

Sob a coordenação do deputado Efraim Filho, os parlamentares (3 senadores e 12 deputados) estiveram diante de prefeitos e representantes de órgãos e instituições do Estado, renovando o compromisso de ajuda à Paraíba e aos paraibanos, por meio de recursos federais alocados pelas ‘emendas de bancada’. No bolo orçamentário deste ano, coube ao Estado da Paraíba o montante de R$ 247 milhões na rubrica coletiva. Parece muito, mas diluído entre as centenas de pedidos, torna-se pouco. O volume da demanda medido até aquele dia, já chegava próximo a R$ 1 bilhão, quatro vezes maior que a oferta. O lençol é curto. E caberá às suas Excelências a escolha ‘das prioridades entre as prioridades’ para anunciar, até o próximo dia 24, a destinação dos recursos. Mas há um detalhe: ouve o anúncio de mudanças sobre a distribuição das emendas.

Vejamos: Até o ano passado o valor total da emenda coletiva costumava ser distribuído em até 3 partes, “geralmente em emendas para o Estado, para Campina e para João Pessoa”, como nos relatou o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues. Houve um ano, inclusive, em que a destinação foi toda para segurança hídrica, beneficiando o Estado inteiro, com obras complementares à transposição do rio S. Francisco, por exemplo. Era uma forma de garantir recursos para obras estruturantes que tem custo acima de R$ 50 milhões e que, consequentemente, beneficiam maior número de pessoas. Agora, a Câmara dos Deputados decidiu ampliar. A distribuição por bancada poderá ser feita em até 15 partes, o que dá, coincidentemente, o número de membros da bancada da Paraíba. Por um lado, isso poderia até ser interessante, pois daria um caráter mais ‘personalizado’ às destinações. Porém, por outro, isso limitaria o valor dos recursos para obras estruturantes, já que restariam pouco mais de R$ 16 milhões para cada um dos parlamentares. Desta forma, embora unida, a bancada estaria dividida pelos recursos. E fica a pergunta: se os recursos ficarem divididos, por qual razão a bancada continuaria unida? Eis a questão.

Nos Bastidores

Presidente da Comissão de Educação da Câmara Federal o deputado Pedro Cunha Lima foi bastante procurado pelos representantes das Universidades da Paraíba, entre elas a reitora da UFPB, Margareth Diniz, que foi a primeira a falar.

Nos Bastidores 2

E o corpo fala. Não passou despercebida a sintonia entre Aguinaldo Ribeiro, Hugo Motta e Gervásio Maia, que permaneceram em pé, juntos, na lateral do plenário, durante toda a reunião.

Nos Bastidores 3

Se o corpo fala, não foi por acaso que se sentaram lado a lado, o Governador João Azevedo e os prefeitos Romero e Luciano. Se o clima não está pra girassol, o ex-tucano gostou do ambiente verde. Entre cumprimentos e sorrisos os três buscavam interesses comuns: recursos da bancada.

Fórum dos Governadores

O périplo nas vindas do Governador aumenta cada vez mais. No mesmo dia da reunião da bancada, João Azevedo esteve no Fórum dos Governadores e visitou a exposição de Jackson do Pandeiro no Salão Negro do Congresso Nacional. Sobre o Fórum, ele viu “muitas dificuldades”. Já na exposição, observou “gratas diversidades”.

Morde & Assopra.

Apesar do entendimento e da unidade durante a reunião da bancada, houve momento de tensão. Foi quando o deputado Julian Lemos cobrou em público posicionamento do prefeito Luciano Cartaxo, sobre a barreira do Cabo Branco. Mas antes mesmo da resposta, se colocou “à disposição do prefeito!”

Em Brasília

Também estiveram em Brasília esta semana, o secretário Diego Tavares, o vice-prefeito Manoel Júnior e o vereador Fernando Milanez Neto. Três nomes sempre lembrados à sucessão de Luciano Cartaxo na prefeitura. Na pauta, articulações politicas para 2020!

Em Brasília 2

Em entrevista à TV CORREIO, em Brasília, o empresário Germano Guedes Pereira, presidente do Hospital São Vicente de Paula lembrou a importância que “a instituição centenária, tem como patrimônio dos pessoenses, prestando serviços filantrópicos, e que precisa da atenção da bancada federal em torno de recursos para continuar atendendo aos que mais precisam”.

 

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