segunda, 10 de dezembro de 2018

Sony Lacerda
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Detran, nervos à flor da pele

09 de novembro de 2018
A enxurrada de denúncias contra o superintendente do Detran da Paraíba, Agamenon Vieira, o deixou com os nervos à flor da pele. Prova disso é que ele colocou no olho da rua alguns comandantes internos do órgão, incluindo na lista de demitidos fiéis escudeiros do governador Ricardo Coutinho, a exemplo da chefe da Divisão de Educação de Trânsito, Abimadabe Vieira.

Quem a conhece sabe o quanto ela se dedicava a atender as demandas do governo e não só com relação ao cargo que exercia, mas também em períodos eleitorais. Levantou a bandeira, foi pra rua, tudo em defesa dos companheiros girassóis. Abimadabe, entretanto, não foi a única a deixar o clã do Departamento de Trânsito. Também tiveram seus comandos modificados as chefias da Seção de Elaboração de Dados, da Seção de Vistoria e Emplacamento de João Pessoa e da Seção de Transporte.

O que estaria mexendo tanto com os nervos de Agamenon seria a briga travada pelo paraibano Maurício Alves, diretor do Denatran, que está questionando no Ministério Público Federal a idoneidade do leilão a ser realizado pelo Detran, suspenso pela Justiça.

O imbróglio teve início após diligências feitas no Detran que identificarem irregularidades na contratação de empresas para a realização de leilões com cerca de 900 veículos, nas cidades de João Pessoa e Campina Grande. Diante do que ficou constatado, o Denatran solicitou a revogação do edital de chamamento para a contratação dessas empresas. Maurício não vai arredar pé.

E como o buraco é bem mais embaixo, o problema pode resultar até mesmo em uma intervenção federal. Nervosismo explicado ou preciso dizer mais algo?

Segurança

O Projeto Acesso Seguro do TJPB vai ganhar um novo aliado tecnológico, para garantir a segurança de servidores, magistrados, jurisdicionados e prestadores de serviço. Na manhã de ontem, foi realizada uma reunião de apresentação e homologação de uma ferramenta que vai integrar o Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP 2.0) com o software “Visit”. A gestora do Projeto, juíza Michelini de Oliveira Dantas Jatobá, comandou os trabalhos .

Confirmado

Antecipamos ontem que o nome para compor a pretensa chapa de Vítor Hugo em Cabedelo era o de Aguinaldo Silva, do PSB. A informação se confirmou. Em publicação feita nas redes sociais, com uma foto do grupo, o presidente do partido na cidade, Sales Dantas, oficializou a parceria. Um evento na noite de ontem serviu para lacrar a união.

Secretariado

O líder do governo na Assembleia Legislativa, Hervázio Bezerra, acredita que a maioria dos secretários será mantida por João Azevêdo. Durante a campanha adversários diziam que João ganhando Ricardo continuaria mandando. Caso se confirme a manutenção de muitos auxiliares é um sinal de que os comentários eram verdadeiros.

Pena pecuniária

De setembro de 2016 a agosto de 2018, um total de R$ 326,6 mil foram destinados a projetos sociais de 22 entidades filantrópicas de João Pessoa, de acordo com a Vara de Execução de Penas Alternativas, que tem à frente o juiz Geraldo Pontes. Os recursos são oriundos da aplicação da pena de prestação pecuniária imposta após tramitação de processo. O magistrado teve seu trabalho reconhecido pelo Hospital Universitário Lauro Wanderley (HU).

65 anos

A Record TV chega aos 65 anos de idade com grande vigor. Ontem, no Senado, a emissora recebeu uma bela homenagem pela sua história na comunicação brasileira. Entre os convidados estava a diretora executiva da TV Correio Beatriz Ribeiro, que comemorou também o fato de há 21 anos ser afiliada. O evento foi requerido pelo senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) e pelo deputado Márcio Marinho (PRB-BA).

Redentorista

Lamentei ontem, neste mesmo espaço, o fechamento da Escola Técnica Redentorista, em Campina Grande. Depois disso apareceram alguns e-mails na minha caixa de políticos lamentando a situação. Se dessem valor de verdade teriam buscado conhecer a realidade antes do colapso total e anúncio do fechamento de suas portas. É o velho ditado: ‘só fecha a porta depois que o ladrão entrou”. Fazer o quê?

Colaboração de Nice Almeida

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