sexta, 14 de agosto de 2020


Hermes de Luna
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De tiro curto à corrida de meia distância para candidatos, com novo calendário eleitoral

02 de julho de 2020
Com um novo calendário eleitoral, definido em consenso entre Congresso Nacional e Tribunal Superior Eleitoral, os pré-candidatos das eleições municipais deste ano ganharam fôlego, mas os que deixaram os cargos públicos obedecendo datas do calendário anterior, largam no prejuízo. Fora da mídia, não terão a mesma visibilidade de quem ficou e vão cumprir um calendário diferenciado. Além disso tem os que detêm mandatos e estão sempre em exposição, numa concorrência desproporcional. Quem está sem visibilidade terá que ter muito mais musculatura de popularidade e de finanças para estar desenvolvendo atividades da pré-campanha, sem deixar seu nome ser tragado pelos lapsos de tempo criados na legislação.

Prefeitos nos mandatos atuais, com chances de disputar uma reeleição, defendem a coincidência das eleições, empurrando as disputas gerais (presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores) para 2022. É uma proposta casuística nesse momento.

Em algum período da democracia brasileira deve haver essa sincronia das eleições, mas tudo tem que acontecer dentro da normalidade legislativa, com uma fórmula bem estudada e com a legislatura sendo escolhida pelos eleitores já sabendo de antemão que ela terá um tempo de mandato mais longo ara permitir essa coincidência. Fora disso, são ideias casuísticas, de quem olha para seu próprio interesse em passar mais dois anos no cargo/mandato sem que a sociedade lhe tenha conferido esses poderes.  CONTINUE LENDO SOBRE O TEMA AQUI. 

Seja como for, as eleições municipais deste ano serão um desafio para todos os envolvidos. Os candidatos, referendados nas convenções partidárias, terão dificuldades no corpo a corpo com os eleitores. Certamente, esses vão evitar os contatos com os políticos por questões sanitárias, mesmo isso acontecendo entre agosto e início de novembro. A campanha nas redes sociais será, mais uma vez, um teste para os marqueteiros. Os políticos terão que se submeter a esse "novo normal" de suas campanhas.  Teríamos uma corrida de tiro curto, com prazos apertas e campanhas menores. Com essas novas datas, teremos uma corrida de meia distância, para quem soube administrar melhor seu fôlego chegar no dia das eleições com muito mais potencial de disputa.