segunda, 17 de junho de 2019

Roberto Cavalcanti
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Correio ambiental

18 de abril de 2019
Quem já não ouviu a frase “água é vida”? E como questioná-la, quando os seres vivos em nosso planeta têm em sua composição entre 65% (homem adulto) e 95% (água viva) dessa substância?

A existência de água é condição prévia estabelecida pelos cientistas que procuram vida fora da Terra, entre os bilhões de planetas observáveis apenas na Via Láctea.

Sendo um apaixonado pelo mar, sempre tenho em mente que posso navegar por todos os continentes, afinal 71% da superfície do nosso planeta é coberta por água. O que não posso esquecer é que apenas 2,6% é doce, e a maior parte, 1,8%, está em estado sólido, em geleiras nos polos. Só 0,98% nos rios e lagos.

Sendo um recurso tão precioso, por que não cuidamos com a visão de que não temos substituto para ele? Que sua preservação garante a nossa?

A Fundação Solidariedade, braço social do Sistema Correio que tem como missão apoiar iniciativas que visem melhorar a qualidade de vida dos paraibanos, e compromisso com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela ONU, abraçou a causa do rio que tem o nome do Estado, que nasce e deságua na Paraíba, que é fundamental tanto do ponto de vista econômico como social.

Os rios garantem suprimento de água potável, são fonte de alimentos, permitem irrigação, abastecem a indústria, possibilitam exploração da energia elétrica e transporte hidroviário, são referências culturais e oferecem lazer.

Poluídos, são apenas fontes de problemas e, especialmente, de doenças.

A série “Paraíba, o rio”, que a TV Correio está levando ao ar todas as semanas, e as reportagens no jornal, no portal e nas emissoras de rádio, mostrando o potencial, os problemas e soluções para nosso rio, fazem parte desse projeto que virou xodó de nossa competente equipe.

A começar pela diretora, Beatriz Ribeiro e integrantes da Fundação Solidariedade, passando por editores, repórteres, cinegrafistas, apresentadores e fotógrafos, o engajamento resultou não apenas em imagens belíssimas, mas em depoimentos que reforçam a importância do esforço para conscientização dos paraibanos e a urgência na defesa dos nossos mananciais de água doce.

A geógrafa Lígia Tavares e o pescador Edvaldo Santana foram personagens da primeira reportagem. Ela, com informações sobre o estuário do rio; ele, revelando que o “Pai do Mangue” existe, sim

Trata-se de figura mitológica que faria as águas afundarem os predadores do “berçário”. Ele admite que ainda não viu, mas garante que seus familiares, sim.

Nas seguintes, a ocupação e a redução da mata nativa, a difícil vida das populações ribeirinhas (muitos moram em palafitas e sem acesso aos serviços públicos), a poluição do rio e a consequente redução da vida debaixo d’água (os peixes), o impacto econômico para os pescadores e os projetos em andamento que tentam reverter essa tendência.

O projeto não vai terminar nessa série. Vamos continuar acompanhando ações como as do ICMBio e o projeto “Mangue Vivo”, parceiro da Fundação Solidariedade, e a “Trilha dos Potiguaras”, de pesquisadores da UFPB, entre outras.

Essa é uma contribuição do Sistema Correio ao meio ambiente. Não vamos ficar apenas no rio. Vamos estender a todas as situações que comprometam nossa qualidade de vida atual e futura.

Temos olhado para o universo, e, a cada dia, com tecnologia mais sofisticada, mas até aqui, não temos outra opção. Só temos esta casa. Precisamos cuidar bem dela.

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