segunda, 14 de outubro de 2019

Lena Guimarães
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Contagem regressiva

22 de setembro de 2019
Faltam 12 dias para entrarmos no ano eleitoral – 4 de outubro. Em razão do princípio da anualidade, esse também é o prazo final para que o presidente Jair Bolsonaro sancione o PL 5029/19 com regras novas para as eleições do próximo ano, relatado pelo paraibano Wilson Santiago na Câmara, e que tem causado controvérsias. Para especialistas, favorece o Caixa 2, lavagem de dinheiro e fere de morte a Lei da Ficha Limpa.

Segundo interlocutores do Presidente, ele pretende vetar o aumento exagerado do fundo eleitoral (o que financia candidaturas), e analisar a permissão para que recursos públicos financiem de novas sedes partidárias a carros de luxo, passando por anistia de multas e a volta da propaganda partidária.

Também estuda barrar artigos que comprometem a Lei da Ficha Limpa. Pela regra defendida por Wilson Santiago, derrubada pelo Senado e reinserida pela Câmara, a análise da inelegibilidade, que é feita no momento do registro da candidatura, fica para a posse, ou seja, depois da eleição, o que criaria problemão no caso de um ficha-suja ser vitorioso.

Outro paraibano, o líder do PL Wellington Roberto, tem declarado que a Câmara votou PL duas vezes e pode considerar veto como afronta.

Enquanto Brasília não decide, os partidos se movimentam na Paraíba para filiar políticos com potencial tanto para as Prefeituras como para as Câmaras, principalmente nas 10 maiores cidades, que juntas somam 43,06% dos eleitores do Estado, ou seja, 1.238.794 de votantes, contra 1.637.852 distribuídos pelos outros 213 municípios. Segundo o TSE, o total geral de inscritosé de 2.876.646.

As cidades mais cobiçadas são as com mais eleitores, porque poderão decidir as eleições para governador e Presidente em 2022. Aqui, pela ordem são João Pessoa, com 517.588 votantes (17,993% do total do Estado), e Campina Grande, quejá alcançou 283.887 (9,869%).

As outras sãoSanta Rita, 93.296 (3,243%); Bayeux, 69.943 (2,431%);Patos, 63.679 ( 2,214%); Cabedelo, 47.189 ( 1,640%); Sousa, 44.818 ( 1,558%);Cajazeiras, 43.883 (1,525%); Guarabira, 40.068 ( 1,393%); e Sapé 34.220 (1,190%).

Sem coligações proporcionais, os partidos terão que apresentar mais candidatos para garantir cadeiras nas Câmaras e participar das gestões. Estão nas mãos de Bolsonaro, que vai decidir quanto terão para gastar.

TORPEDO

"Ricardo foi um grande prefeito e da nossa geração foi o melhor, assim como o melhor governador. Alguém pode perguntar pelo meu avô João Agripino, mas na época dele, ele também foi o melhor e que revolucionou a Paraíba, mas das últimas décadas foi Ricardo."

Do deputado Gervásio Maia, defendendo o nome de Ricardo Coutinho para prefeito de João Pessoa.

Encontro

Como anunciou antecipadamente, a deputada de Cajazeiras Dra. Paula, esposa do prefeito José Aldemir, foi mesmo ao encontro do governador João Azevedo, que entregava obras na cidade, e lhe garantiu seu apoio.

Parceria

A deputada integra a bancada da oposição e justificou a nova posição dizendo que João é um político que dialoga e não persegue. “Para mim é um orgulho saber que nós podemos fazer uma parceria”, afirmou.

Igualdade

Em Cajazeiras, o secretario Nonato Bandeira disse que assim como João Azevedo quer ser recebido em Brasília e reivindicar pela Paraíba, ele acha que os prefeitos da oposição merecem igual tratamento dele.

Novas...

O programa de pavimentação de estradas pelo Governo do Estado vai continuar. João Azevedo disse que existem regiões economicamente importantes que não se comunicam e precisam estar ligadas.

... estradas

João Azevedo contou que várias estradas já estão sendo projetadas para atender municípios com essa característica, “algumas já em licitação e que dão continuidade a esse programa Caminhos da Paraíba”.

Danos

A 3ª Vara Cível de Campina condenou o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção por ter cancelado a inscrição de candidato ao concurso para soldado, por suposta falta de pagamento da inscrição.

ZIGUE-ZAGUE

< O ministro Sérgio Moro postou no Twitter um vídeo que mostra armas, munições e celulares apreendidos em penitenciária do Pará, ação da Força-Tarefa do Depen/MJSP.

> “Cadeias não podem ser bunkers para criminosos”, disse o ministro. E Carlos Bolsonaro escreve: “Governo Bolsonaro amplia 4 vezes banco nacional de perfis genéticos”.

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