segunda, 15 de julho de 2019

Roberto Cavalcanti
Compartilhar:

Campeões

23 de dezembro de 2018
Somente a democracia proporcionaria uma festa em que todos são premiados. Pude constatar em um megaevento, no majestoso Teatro Pedra do Reino, que essa é uma grande verdade. Minha inspiração para abraçar este tema foi materializada nos momentos iniciais do mesmo. Escutava com atenção a apresentação impecável do Coral do Unipê, cada dia mais perfeito, eis que somos brindados com a música “We Are The Champions”, do grupo musical Queen.

Refleti sobre o significado da frase e me incorporei como um dos vencedores. Por que estava eu ali?

O ato de diplomação dos eleitos é muito mais que a entrega de um certificado de habilitação a um mandato parlamentar ou executivo. É a formalização burocrática de um processo eleitoral que levou décadas para ter o seu amadurecimento.

Neste ponto, nosso país tem, nos últimos tempos, dado ao mundo exemplo do amadurecimento da nossa democracia. Sou de um tempo em que países como o Brasil eram chamados de “República de Bananas”.

A meu ver não existem derrotados, todos somos vitoriosos. Digo isso porque em uma eleição geral, onde foram eleitos presidente e vice-presidente da República; governador e vice-governador do Estado; dois senadores e seus respectivos quatro suplentes; doze deputados federais; 36 deputados estaduais, são, no mínimo, 58 opções de vitórias. Você, com certeza, foi um eleitor vencedor!

Somos todos participantes de um jogo democrático, onde sempre haverá de existir vencedores e perdedores. É como nos esportes: o que vale é competir. O espírito olímpico deveria ser regra básica na política.

A diplomação foi uma grande festa. Abracei a todos, independentemente de posições eleitorais convergentes ou divergentes. O momento era de comemoração democrática.

É da união de todos que precisamos para termos um estado cada vez mais pujante e competitivo, um país que abrace o sentimento patriótico e abomine as tendências divisionais. É chegada a hora de darmos as mãos, abraçarmos dogmas e ideologias que preguem as nossas convergências.

Lá, ao abraçar um opositor ideológico, ao que tudo penso e prego, lhe cumprimentei por sua vitória. Para mim, ali estava um vencedor e que nossas proximidades futuras seriam sempre construtivas. Abraçados, constatamos como nossas distâncias poderiam ser tão próximas. Pactuamos que cada um de nós tínhamos as nossas parcelas de acertos e desacertos. Sempre nos alimentaríamos da força do nosso contraditório, nos enriqueceríamos reciprocamente a cada dia com parte do pensamento de cada um de nós. Democracia é isso, construir com entendimento, somar com as diferenças.

Isso é pensar Brasil.

Que bom ter ido aquela linda festa democrática. “We Are The Champions”!

Roberto Cavalcanti. Empresário e diretor da CNI

Relacionadas