sexta, 20 de setembro de 2019

Lena Guimarães
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As crises e a pesquisa

27 de agosto de 2019
Muitos políticos duvidam que as crises políticas e até a diplomática, com Emmanuel Macron (França), sejam resultados de simples incontinência verbal do nosso presidente Jair Bolsonaro.

Apontando consequências da maioria de suas declarações, identificam estratégias para alcançar objetivos definidos, como as que resultaram em trocas no Palácio do Planalto e a que envolveria o ministro Sérgio Moro (Justiça), considerado o inimigo n° 1 de muitos que podem aprovar ou reprovar a indicação do seu filho, Eduardo, para Embaixador nos Estados Unidos.

Estaria disposto a enfrentar um desgaste extra no primeiro ano, apostando que as reformas podem acionar um ciclo virtuoso na economia e ajudá-lo com uma imagem positiva antes das próximas eleições gerais.

A primeira parte – o desgaste – foi confirmada pela nova pesquisa CNT/MDA. Quando assumiu, Bolsonaro tinha 57,5% de aprovação do desempenho pessoal, e caiu para 41%. No que diz respeito ao governo, a reprovação cresceu 20 pontos percentuais, de 19% para 39,5%. A pesquisa Ibope para CNI mostrou a mesma tendência.

O que não tem mudado é o bom conceito do ministro da Justiça, Sérgio Moro. Se ouvir os brasileiros, ele não vai ceder como outros ministros fizeram e pedir demissão, mas ficará no cargo e continuará o trabalho a que se propôs. 52% apoiam sua permanência, contra 35,3% que acham que deveria sair.

A pesquisa mostra que os brasileiros identificam melhoria no combate à corrupção (41,4%), mas ainda é significativo (36,3%) os que acham que está igual, ou pior (19,8%).

Moro não será o primeiro a “sobreviver” na selva de Bolsonaro, depois de ter a “carta branca” que recebeu ao ser convidado revogada publicamente no debate sobre substituições na Polícia Federal, de ter indicados demitidos do novo Coaf, agora vinculado ao Banco Central e redução drástica no orçamento do Ministério.

Na berlinda já estiveram os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Paulo Guedes (Economia), por exemplo. Ninguém estranhou, porque em política, não raro, é preciso recuar para ter como avançar.

A simples presença de Moro no governo desestimula malfeitos. É um símbolo do que é possível ser feito. E é melhor tê-lo como aliado do que adversário em 2022.

Torpedo

Ressalto que me posicionei de maneira contrária à essa iniciativa, por entender que, para além do momento de grave recessão e crise fiscal, as pessoas, com legitimidade e senso de justiça, clamam pela redução da máquina administrativa e, por conseguinte, diminuição do Estado. Do vereador Bruno Farias, explicando seu voto contra aumento de 27 para 29 do número de vereadores em João Pessoa.

Ídolo...

Quando terminou a partida contra o Belo, sábado, Marcelinho Paraíba anunciou que vai entrar na política em 2020. Deve tentar uma cadeira na Câmara de Campina Grande. Ainda não decidiu por qual partido.

... na urna

Marcelinho já jogou no São Paulo, no Herta Berlim (Alemanha) e na seleção, mas sempre foi ídolo no Treze. Pretende fazer curso de treinador de futebol assim que parar de jogar. Tem tudo para ser puxador de votos.

Novo titular

O prefeito Romero Rodrigues escolheu o advogado Rodolfo Gaudêncio como novo secretário de Educação de Campina Grande, pasta alvo da Operação Famintos, que investiga desvios na merenda escolar.

Comparação

Parecer do MPC sobre as contas da Secretaria de Saúde referentes a 2014, aponta irregularidades e pede devolução de R$ 35 milhões e um processo para comparar gastos com Hospitais de Trauma da Capital e Campina.

Ajuste

O novo prefeito em exercício de Patos, vereador Ivanes Lacerda (MDB) anuncia contenção dos gastos: além de avaliação dos comissionados, vai devolver carros locados, inclusive o que está à sua disposição.

Prevenção

A Paraíba terá Fórum Interinstitucional Permanente da Prevenção ao Desaparecimento de Crianças e Adolescentes. O trabalho é coordenado pelo juiz da Infância e Juventude de Campina Grande, Hugo Zaher.

Zigue-zague

O deputado Rodrigo Maia sugeriu e Raquel Dodge (PGR) concordou em destinar R$ 1,2 bilhão do Fundo da Lava Jato, no combate aos incêndios na Amazônia.

O PSL deve se posicionar contra o aumento do fundão eleitoral para R$ 3,7 bilhões em 2020. Essa é a posição do Major Vitor Hugo, líder do governo na Câmara.

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