sábado, 16 de fevereiro de 2019

Roberto Cavalcanti
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Aleluia

30 de dezembro de 2018
Por formação profissional, sempre faço o meu balanço pessoal em momentos da minha vida, finais de ano, comumente. Planejei até intitular o artigo de hoje com o nome de "Balanço". Faria uma avaliação do ano de 2018 de maneira técnica e pontual.

Tenho consciência que não poderia hoje ainda fechar o balanço geral deste ano, porque o mesmo só será finalizado tecnicamente no undécimo segundo de amanhã, 31 de dezembro, e muita água poderá correr até lá. Estou avaliando o hoje. Faço por estar, como diz o ditado popular, de barriga cheia.

Troquei, então, por “Aleluia!”

Na história da minha vida não lembro ano tão fantástico. Sorte? Não. Dádiva Divina. Enxergo a vida como uma rosa dos ventos. 360 graus de ângulos distintos, cada um deles marcando uma posição, um foco.

Para que seja positivo para mim, não vale apenas o sentimento pessoal, tem que ser compartilhado, coletivo. Nas minhas reflexões fiz uma avaliação de como tudo isso foi possível. Como avaliar positivamente um ano de tantas tensões e dificuldades para todos?

Um ano tenso, motivado por fatos impactantes como a condenação e prisão de um ex-presidente da República, com a eleição de um candidato a presidente, cuja plataforma básica de campanha era o desmonte de uma facção política encastelada no poder de forma direta ou indireta há mais de 20 anos.

Nas atividades empresariais. Como, sem o apoio do governo, mantermos o único jornal impresso diário do Estado da Paraíba? Na TV, como conseguimos, segundo o Ibope, ser líderes em determinados horários com quase o dobro do segundo lugar? Seria fruto somente do talento e da obstinação liderarmos por todo o horário em que produzimos a nossa programação de televisão local?

Ter uma família unida, saudável e vencedora em todos os ramos que atuamos é só DNA e sorte? O sucesso vem por acaso?

2018, ano em que resgatamos um grande projeto empresarial que, com obstinação e esperança, estamos materializando só agora, após 30 anos de espera. É só isso?

Vou parar de citar fatos positivos por cautela. Tenho, mesmo sendo cristão, medo de olho grande.

Com minha idade, dizer que foi o melhor ano, sim, houve um diferencial, algo que desequilibrou positivamente, não só a minha vida, como também os nossos resultados.

Quero dar o meu testemunho de fé na Força Divina. Ao segurarmos, a cada dia, com mais força a mão de Deus, temos constatado e operado verdadeiros milagres. É inimaginável a força do Senhor.

Hoje, vivemos na dependência de um para o outro. A cada dia que abraçamos mais e mais a fé no Senhor, operamos sob a luz de uma proteção imbatível.

Que boa troca fiz: "Balanço" por "Aleluia". Glória a Deus!

Roberto Cavalcanti. Empresário e diretor da CNI00

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