sábado, 18 de novembro de 2017

Lena Guimarães
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Água, a prioridade

16 de novembro de 2015
O agravamento da crise hídrica no Nordeste, as previsões de um El Niño com efeitos sem precedentes nos últimos 50 anos e as cobranças da região estarão em pauta, quarta-feira, quando a presidente Dilma Rousseff deverá reunir os governadores de Estados mais castigados pela estiagem, entre eles a Paraíba.

Na última quinta-feira o líder do PSDB, Cássio Cunha Lima alertou para a gravidade da situação na Paraíba e perguntou, da tribuna do Senado, qual o plano que será adotado pelo governo se não chover.

75% das cidades da Paraíba já têm problemas no abastecimento, inclusive Campina Grande, onde de sábado à tarde até a quarta-feira não há água nas torneiras. Em 20 cidades não há água dia nenhum.

A situação mostrada pela Aesa, que monitora os açudes, é a seguinte: de 124 reservatórios, 50 estão em situação crítica, com menos de 5% do seu volume total; outros 35 têm menos de 20% e apenas 39 estão com mais de 20%.

A capacidade total desses reservatórios é de 3.744.547.815 de metros cúbicos de água, mas só restam 16,3% desse volume, e grande parte concentrada na região litorânea. É preocupante.

É mais fácil citar as regiões sem ameaça ao abastecimento do que o contrário. Sem problemas estão a Grande João Pessoa - o sistema Gramame/Mamuaba está com 88,1% do seu volume; a região de Mamanguape, onde há 14 barragens com 77,8%; a do Baixo curso do Rio Paraiba, onde estão Ingá e Sapé, com 83,5%; e a de Camaratuba, 76,7%.

A situação é mais grave na região de Taperoá, onde também estão Soledade e Serra Branca, existem 12 barragens que podem acumular 110.109.234, mas neste momento restam 2,7%. No Serido, onde estão Picuí, Santa Luzia, São João do Sabugi, São Mamede, São Vicente do Seridó e Varzea, tem sete açudes que podem acumular 55.740.524, mas só restam 6,7% do volume. A região de Sousa e Cajazeiras tem seis grandes açudes, mas estão com apenas 7,5% do volume.

A melhor notícia ao final da reunião de Dilma com os gestores seria a que vai apressar a transposição, porque com ou sem El Niño (as previsões para 2016 serão atualizadas em dezembro), haveria esperança de água para 12 milhões de nordestinos.

'' Nós temos um problema muito grande de água na Paraíba. Se nós rezarmos muito, Deus manda chuva e resolve. Na mobilidade, fico pensando o que posso pedir, porque não há solução rápida. Passa por grandes investimentos em transporte coletivo''.

De Carlos Batinga (Semob), para quem o governo federal, por incentivar transporte individual, é o culpado pelos problemas no trânsito.

Posição

Fortíssima a nota do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) expressando “repúdio” à criação de um Tribunal de Contas dos Municípios. Entre as premissas, afirma que não há demanda da sociedade.

Propósito

O CREA diz que não há estudo técnico capaz de justificar a criação do TCM, que custaria R$ 50 milhões/ano. E arremata: “servirá, mais uma vez, para uma cobiçada distribuição de cargos vitalícios entre os aliados”.

TCM x TCE

O Crea também destaca que o TCE conta com um “quadro técnico capacitado e operante. Comprometido com o cumprimento de suas funções, notadamente em facilitar e viabilizar o controle social”. Ponto final.

Saúde em debate

Hoje, às 15h, tem sessão especial na Assembleia. Em pauta, a crise no Hospital Regional em Belém, onde a deputada Camila Toscano diz que 23 leitos foram desativados, internações suspensas e cirurgias canceladas.

Zigue-Zague

O MPF vai levar as 10 medidas de combate à corrupção para a Câmara de João Pessoa. O debate foi proposto pelo vereador Raoni Mendes (PTB).

O Congresso foi convocado para votar, amanhã, os vetos ao aumento de 78,56% para servidores de Judiciário e a correção de aposentadorias pela regra do mínimo.

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