segunda, 14 de outubro de 2019

Lena Guimarães
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A resposta de João

14 de setembro de 2019
Nas entrevistas que concedeu nos últimos dias, Ricardo Coutinho tem assumido o mérito pelas vitórias de todos os que conquistaram mandatos pela coligação liderada pelo PSB, em 2018, e destacado que até se “sacrificou” ao  não disputar o Senado para atingir esse objetivo.

Ao carimbar como ingratos os que reagiram à manobra para assumir a presidência do PSB, ele mirou em João Azevedo, que teria 2% de conhecimento há quatro meses da eleição, e que foi eleito.

Ontem, ao autorizar obras de pavimentação no Cariri, João Azevedo respondeu, pela primeira vez, diretamente ao ex-governador.

Sobre dever a eleição a Ricardo: “Talvez em 2018 eu não fosse conhecido por muita gente. Talvez eu fosse conhecido por 2% da população. Então, rodando 40 mil quilômetros - trocava motorista que eu nem sabia quem era mais quando entrava no carro, trocava carro porque toda semana entrava na revisão - tive que passar a ser conhecido por 51,8% da população. E foi a população que nos deu essa vitória”.

Sobre a destituição de Edvaldo Rosas: “... intervenção, golpe, não me interessa o nome que for dado, foi feito de maneira antidemocrática. (...) É claro que deve ter outros motivos por trás disso, que nunca foram ditos até agora”.

Posição da Nacional: “Nós não podemos entender como é que o presidente do partido recebe uma relação - segundo ele, está lá - que nunca disponibilizou para quem quer que seja, diz que tem lá 35 assinaturas com os suplentes. Eu entendo perfeitamente que exista em qualquer comissão, qualquer executiva, em qualquer diretório, titulares e suplentes. Os suplentes assinam quando os titulares não podem.  Segundo, várias pessoas que assinaram pediram para tirar o nome da lista e não foram atendidas pelo presidente, dizendo que era irreversível. Ora, um senador assina uma CPI e pede para tirar sua assinatura, quanto mais em um documento interno de um partido?  Então, são essas coisas que não acho que são democráticas e gerou todas essa celeuma”.

Sobre veto a Ricardo: “Se o ex-governador queria ser presidente do partido, bastaria que fizesse uma ligação para mim, uma ligação para Edvaldo, dizendo: “Eu quero assumir a Presidência do partido”.

Fica ou sai do PSB: “Não tenho a pretensão de presidência de partido e nem tenho pretensão de comandar partido. Essa não é a lógica. Eu estou preocupado é com isso aqui [obras]”.

Ricardo venceu a guerra no partido e agora investe na opinião pública, onde João já conquistou bom território e tenta mantê-lo.

TORPEDO

"Eu não caí de paraquedas não. Eu ajudei a construir esse projeto. Eu sei cada palmo desse chão porque eu rodei esse estado. Eu rodei na condição de secretário e rodei na condição de pré-candidato e depois de candidato". - Do governador João Azevedo, sobre sua caminhada para vencer a disputa pelo Palácio da Redenção em 2018.

Defesa

Três mulheres estão na linha de frente da defesa de Ricardo Coutinho: as deputadas Estela Bezerra e Cida Ramos e a vereadora Sandra Marrocos. São elas que se expõem e replicam que ele merece presidir o PSB.

Opção

Uma fonte garante que o senador Veneziano Vital do Rêgo teve uma conversa com peemedebistas de alta patente sobre o seu futuro partidário. O campinense foi do partido de José Maranhão até abril de 2018.

Caixa em CG

A senadora Daniella Ribeiro e o superintendente nacional da Caixa Econômica no Nordeste, Paulo Nery, discutiram detalhes sobre a abertura da nova superintendência em Campina, prevista para outubro.

Visita

Daniella e Nery farão visita técnica à sede da nova superintendência segunda-feira. Na reunião, ele agradeceu a parceria da senadora e sua luta para trazer mais uma superintendência  do banco para a Paraíba.

Benefícios

“É uma forma da Caixa ficar mais próxima da população, dos municípios do interior. Antes havia um certo desconforto pelo deslocamento para assinar contratos e convênios. A realidade será outra”, afirmou Nery.

Comenda

O desembargador Leandro dos Santos recebeu a Comenda Jurista Tobias Barreto, na categoria Alta Distinção da Cultura Jurídica, homenagem prestada pelo Instituto Brasileiro de Estudos do Direito (IBED).

ZIGUE-ZAGUE

+ O ministro Paulo Guedes revelou que o presidente Jair Bolsonaro ligou, do hospital onde se recupera de cirurgia, para dizer que não permitirá uma nova CPMF.

+ À BBC, Ciro Gomes disse: “Desculpa, é doído dizer isso, mas o Lula se corrompeu”. Gleisi Hoffmann acha que ele ainda não aceitou ter perdido para Haddad.

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