quarta, 20 de setembro de 2017

Edinho Magalhães
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A reforma e o tipo de voto

22 de agosto de 2017
Vamos continuar falando a verdade. O país perdeu um tempo danado para tentar evitar mais corrupção na política. O Congresso Nacional precisava ter se dedicado mais a uma reforma política minimamente capaz de depurar as campanhas eleitorais, apontadas pela ‘lava jato’ como célula cancerígena em todo sistema de governo eleito por elas. Agora em compasso de urgência os congressistas discutem, de forma atabalhoada, qual seria a melhor proposta. Teimam no debate de como serão financiadas as bilionárias campanhas eleitorais, quando na verdade deveriam focar no cerne da questão: baixar o custo delas.

Campanha não deveria ser cara. E muito menos o povo deveria pagar por ela.

Teimam também, os Congressistas, em misturar as propostas como voto ‘Distrital’, ‘Distritão’ e ‘Distritão Misto’. O primeiro existe nos EUA e Inglaterra. O segundo em poucos países subdesenvolvidos. O Misto existe na Alemanha. O Distrital basicamente consiste em eleger os mais votados dividindo o Estado em distritos ‘geo-políticos’. No caso da Paraíba, para eleição de deputados federais, por exemplo, como são 12 vagas, teríamos 12 distritos. Só poderiam votar e ser votados quem fosse daquele distrito. E seria eleito apenas um deputado por cada distrito. Isso aproxima o eleitor do político eleito e fica mais fácil de cobrar as promessas de campanha. E como a campanha ficaria circunscrita ao distrito, o custo dela seria extremamente menor do que é hoje. Já o ‘Distritão’, apesar de eleger os mais votados, sem a divisão por distritos, fará com que os candidatos continuem a fazer campanha por todo o Estado, encarecendo os custos, aumentando o número de partidos e mantendo a concorrência dos políticos dentro dos mesmos partidos. O ‘Distritão Misto’ por sua vez pede dois votos a cada eleitor. Um no candidato e outro no partido. Seriam eleitos, então, para metade das vagas os mais votados e para a outra metade, uma lista pré-ordenada pelos partidos.

Seja o que for não nos parece que o assunto esteja sendo tratado com a atenção que merece. A reforma política precisa ser aprovada até o fim de setembro para ter validade já em 2018. E não sabemos se a forma escolhida, a partir da votação de hoje, será realmente a melhor.

▶ Temer na 98 FM

O presidente da República falou ontem direto de Brasília, por telefone, com toda a Paraíba com exclusividade pela rádio CORREIO 98FM. A conversa foi ao vivo e durou quase 20 minutos com o novo ‘âncora’ do programa Nilvan Ferreira.

▶ Credibilidade

A iniciativa pode até fazer parte de uma estratégia do Planalto para estabelecer um ‘contra-peso’ à presença do ex presidente Lula em périplo pelo Nordeste, mas não deixa de ser, também, um reconhecimento à audiência campeã da rádio e ao sucesso da nova equipe do programa que atua com ética e transparência, com respeito aos colegas e aos ouvintes.

▶ Menos Custo, Mais Brasil!

O deputado Pedro Cunha Lima é co-autor de uma campanha de projeção nacional que será lançada ainda esse mês sobre o custo da administração pública em todos os níveis, nas três esferas, dos três poderes. “Menos Custo Mais Brasil” virá como um choque de liberalismo, com denúncias, propondo a reforma da ‘M áquina Pública’.

▶ Bem me Quer...

Se dependesse dos senadores paraibanos do PMDB o deputado Veneziano Vital não sofreria nenhum tipo de suspensão em conseqüência de seu voto a favor da investigação do presidente Temer. Em reunião da Executiva Nacional do partido, semana passada em Brasília, José Maranhão e Raimundo Lira saíram em defesa do correligionário.

▶...Mal me Quer!

Mas há quem diga que Veneziano tem postura suficiente para manter sua posição e coerência sem precisar ser ‘enquadrado’ com sanções partidárias. Se o PMDB nacional não o quiser quem perde é o partido. E ele ganha de bandeja o ‘passe livre’ em ano pré-eleitoral!

▶ Frase

“A crítica no Guia Eleitoral do PSDB é pertinente. Temos presidencialismo de cooptação, sim, e não é de hoje”, do senador Cássio Cunha Lima sobre a reclamação dos colegas tucanos revelando o ‘partido mais partido’ no Congresso Nacional.

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