segunda, 14 de outubro de 2019

Sony Lacerda
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A reforma de Cartaxo

19 de setembro de 2019
O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, admitiu que fará uma reforma administrativa nos próximos meses para dar um novo ritmo a gestão municipal, faltando um ano e três meses para o fim do mandato. Cartaxo quer chegar ao ano eleitoral (2020) com a máquina pública funcionando plenamente, já que será vitrine na briga para eleger seu sucessor. É fato que a reforma também tem outro objetivo que não apenas impulsionar a administração. Também tem a finalidade de recompor a base aliada e quem sabe fortalecê-la com a chegada de novos integrantes, e até mesmo saber quem é quem.

Cartaxo, que também é presidente estadual do PV, evitou falar em candidaturas ou em eleição municipal, mas começou a perceber que é preciso iniciar as discussões pelo menos internamente. É preciso colocar na rua um nome que possa garantir a manutenção da Prefeitura de João Pessoa no grupo comandado por ele. O prefeito sabe o que o que passou, deste a disputa interna no PT para conseguir ser candidato, até mesmo na formação de alianças para a sua reeleição.

A essa altura do campeonato, Cartaxo poderia muito bem começar a adotar o discurso do “eu fiz a minha parte e dei a minha contribuição para a cidade”, mas isso apenas se estivesse pensando em se aposentar da política. Como o objetivo maior é chegar ao Palácio da Redenção, em 2022, é preciso correr para eleger um sucessor que garanta um apoio mais à frente. É preciso, agora, cautela na elaboração da reforma administrativa e também na escolha do nome para disputar a Prefeitura da Capital. Primeiro, o nome deve ser de confiança - muito importante nos dias de hoje - e que tenha bom trânsito e empatia junto ao eleitorado pessoense. Essas características devem ser buscadas por Cartaxo dentro do PV e disso ele não abre mão. A não ser que a escolha não emplaque, nem tenha apelo popular. Nesse caso, é preciso ter um Plano B, e de agora.

Disputa em Campina

O deputado Tovar Correia Lima e o secretário-chefe de Gabinete da Prefeitura de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, assumiram de vez o papel de protagonistas à sucessão do prefeito Romero Rodrigues, no pleito do próximo ano. Nos últimos dias, os dois têm polarizado as discussões sobre a disputa, apoios e unidade do grupo. Estão dispostos, aliás já estão na corrida, para conquistar o apoio do prefeito Romero e do ex-senador Cássio Cunha Lima.

Travada

A oposição na Assembleia Legislativa anda meio morna, sem assuntos e nem cobranças ao Governo do Estado. A crise no PSB e a forma de governar de João Azevêdo, colocando os secretários à disposição de todos os parlamentares, tem inibido a atuação oposicionista na Casa. O clima na Casa de Epitácio Pessoa é a melhor possível. A calmaria reina...

Convocação

As votações já não são mais as mesmas na ALPB. Aqueles embates acalorados, entre oposição e situação, são águas passadas, ao que parece. Ao analisar requerimento do deputado Tovar, para convocação da secretária de Desenvolvimento Humano, Gilvaneide Nunes (ligada a Cida Ramos), a bancada de situação nem se pronunciou. Passou com folga.

Escola Militar

O vereador Bosquinho apresentou requerimento na Câmara da Capital solicitação ao presidente Jair Bolsonaro a instalação de uma escola Cívico Militar em João Pessoa. De acordo com o parlamentar, o Ministério da Educação tem uma meta para os próximos anos de instalar 180 Escolas em todo o País. Na ocasião, o democrata sugeriu que a instituição de ensino funcionasse no antigo Caíque, que é federal, situado no bairro de Mangabeira, e que está abandonado.

Inconstitucional

O TJPB reconheceu a inconstitucionalidade a Lei nº 782/2009 do município de Aroeiras, que dispõe sobre a criação de cargos comissionados. Com a decisão visando evitar qualquer possibilidade de solução de continuidade do serviço público, modulou os efeitos da decisão para 180 dias, após a comunicação aos requeridos. O relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade foi o desembargador Fred Coutinho.

Nos plantões

O presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça do Estado da Paraíba, Benedito Fonsêca, disse que veio em boa hora a medida adotada pela Presidência do TJPB no sentido de que os veículos que se encontram à disposição dos fóruns sejam utilizados, também, nos plantões judiciários pelos magistrados e servidores. “Essa era uma reivindicação antiga dos Oficiais de Justiça. Desde 2015, estamos a perseguir essa mudança”, disse.

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