segunda, 14 de outubro de 2019

Lena Guimarães
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A quinta fase

10 de outubro de 2019
Oito meses após deflagrada na Paraíba - foi em 1° de fevereiro – e da prisão do então assessor da Secretaria de Administração Leandro Nunes, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco/MPPB) inicia a 5ª fase da Operação, abrangendo quatro estados: além da Paraíba, Alagoas, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

A 5ª fase está baseada em informações dadas por Leandro Nunes, que fez acordo de delação, e apura não só fraudes e desvios na Saúde, como também na Educação, bem como formação de quadrilha. A exemplo da Cruz Vermelha, empresas teriam ajudado a pagar campanhas eleitorais na Paraíba.

Foram 28 mandados, sendo três de prisão preventiva e os demais de busca e apreensão. Estão presos o agora ex-secretário-executivo de Turismo da Paraíba, Ivan Burity de Almeida (ele pediu exoneração), o ex-secretário de Promoção da Paz de Alagoas, Jardel Aderico da Silva e o diretor do Hospital Geral de Mamanguape, Eduardo Simões Coutinho.

O IPCEP (Instituto de Psicologia Clínica e Educacional), que foi manchete desde a 1ª fase da Calvário, é destaque na 5ª fase, o que levou o governador João Azevedo a determinar intervenção nos Hospitais que administra na Paraíba: o Metropolitano de Santa Rita e o Regional de Mamanguape.

Os argumentos para a 5ª fase, do Gaeco para o desembargador Ricardo Vital, mostram que os desvios foram praticados em outros órgãos de governo, e que recursos ilegais irrigaram últimas campanhas, o que abala muito a imagem do ex-governador Ricardo Coutinho – foi durante seus governos -, mas não deixa de respingar no governador João Azevedo.

No Brasil de hoje, nada destrói mais rápido uma imagem do que a suspeita de desonestidade no trato da coisa pública. Se comprovado que dinheiro ilegal financiou campanhas, os seus adversários poderão alegar ainda quebra da isonomia.

Se João Azevedo quiser evitar contaminação, terá que agir rápido e de forma a não deixar dúvida sobre suas intenções. Com eleição em pouco mais de 11 meses, pode ser que não contenha a debandada de aliados se a mensagem para os paraibanos não for muito clara.

Se fossem adversários fazendo acusações já seria grave. Sendo o Gaeco, respaldado por decisões da Justiça, é bomba.

Torpedo

"Antes dizíamos que a Operação apurava um desvio na Saúde, hoje temos os esquemas revelados também no Planejamento, na Educação, na Administração e no Turismo. (...) É vergonhoso na nossa Paraíba ser destaque nacional com esse escândalo de corrupção". Da deputada Camila Toscano (PSDB), para quem a Operação Calvário mostra que “uma grande teia de corrupção se formou dentro do governo”.

Cortes

A lei que altera e moderniza a estrutura organizacional da Assembleia já está valendo. Segundo o texto publicado no Diário Oficial, foram extintos 544 cargos e reduzido número de assessores nas unidades operacionais.

3° Ramal

O senador Joé Maranhão anuncia que o projeto para o terceiro ramal da transposição na Paraíba, o de Piancó, já está pronto. Foi elaborado pelo Dnocs, está orçado em R$ 144 milhões e vai perenizar o rio Piancó.

Piancó

“Conseguimos mostrar que o Eixo Norte traz poucos benefícios sem o Ramal de Piancó. Não era só uma forma de contemplar o sertanejo, mas de garantir a efetividade da Transposição”, contou Maranhão.

Presente

O governador João Azevêdo vai a Campina Grande, hoje, um dia antes do aniversário de 155 anos de sua emancipação, para anunciar seu “presente”: Centro de Convenções para impulsionar seu turismo.

2° lugar

Com um total de 594 sentenças proferidas, o TJPB alcançou 2° lugar no ranking nacional de decisões julgadas por tribunal durante a 14ª Semana da Justiça pela Paz em Casa. Projeto é do Conselho Nacional de Justiça.

Festa

O Dia das Crianças foi comemorado, ontem, com muita festa em São Bento. o prefeito Jarques Lúcio garantiu o musical “Rei Leão” e todos puderam brincar em parquinho, com direito a muitas guloseimas.

Zigue-zague

O Pleno do TCU manteve, por maioria, a decisão do ministro Vital do Rêgo que suspendeu a propaganda do pacote anticrime do ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Norma que alterou Lei Maria da Penha inclui proposta de Daniella Ribeiro: matrícula dos alunos dependentes da vítima de violência doméstica é obrigatória e sigilosa.

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