sábado, 16 de fevereiro de 2019

Lena Guimarães
Compartilhar:

2018 bem caro

04 de janeiro de 2019
O ano de 2018 foi bem caro para os deputados federais da Paraíba que ocuparam cadeiras na Câmara Federal. Somente com os 12 representantes paraibanos o Congresso Nacional teve que desembolsar R$ 4.740.318,07. Isso dá uma média de R$ 305 mil por mês. Um custo alto que é justificado por se tratar de um dinheiro que vem da conhecida e questionável verba indenizatória, ou cotão, para os mais íntimos.

É um gasto justificável porque aos parlamentares é dado o direito de custearem algumas despesas que são reembolsadas pela Câmara. Conta de telefone, combustível, passagens áreas, entre outros itens, fazem parte da lista de coisas reembolsáveis. É questionável pelo fato de ser um custo alto em um país onde a maioria esmagadora de ‘trabalhadores comuns’ trabalha um mês inteiro para receber um salário mínimo.

E nessa polêmica tem sempre os campeões de gastos e os de economia, se é que podemos chamar assim. No ano que passou quem está no topo da relação dos esbanjadores é Wellington Roberto que quase chega ao meio milhão de gastos com verba indenizatória. Foram, ao todo, R$ 472.498,91. A lista é seguida por Aguinaldo Ribeiro (R$ 459.914,79); Benjamim Maranhão (R$ 453.119,10); André Amaral (R$ 451.573,48); Veneziano Vital do Rêgo (R$ 445.011,66); e Wilson Filho (R$ 442.934,52). Depois aparecem Luiz Couto (R$ 434.257,70); Efraim Filho (R$ 424.934,79); Damião Feliciano (R$ 355.288,89); Hugo Motta (R$ 310.229,84); Marcondes Gadelha (R$ 276.841,75); e Pedro Cunha Lima (R$ 213.712,64). Este último, que menos gastou, desde que assumiu em 2015 abriu mão de uma série de gastos, mas mesmo assim ainda ultrapassou a quantia de R$ 200 mil.  É um assunto que sempre vai espantar quem jamais verá essa quantia, principalmente quem trabalha um ano inteiro para receber menos de R$ 12 mil.

Torpedo

"O direito de recorrer é direito de qualquer decisão. Mas você recorre quando não reconhece a derrota. Eu, diferente de Geusa, obedeço ao regimento, enquanto ela rasga. A sessão foi realizada com total respeito, seguindo as normas. Sei que a briga jurídica vai continuar porque quem é derrotado não aceita. Eudes e Geusa não aceitam", do prefeito interino de Cabedelo, Vítor Hugo, sobre as declarações dos vereadores Geusa e Eudes que prometeram recorrer da eleição realizada na Câmara Municipal.

Escolheu o 2º

O governador João Azevêdo tomou uma atitude surpreendente e diferente de Ricardo Coutinho. Nomeou Ricardo José Costa Souza Barros, 2º mais votado, para o cargo de defensor público-geral (DPG) da Paraíba no biênio 2019/2020.

Apoiado

A atual defensora geral, Madalena Abrantes, disse que a escolha do colega Ricardo Barros para comandar a instituição foi um vitória do seu grupo, que tem lutado por uma Defensoria autônoma e independente.

Adeus

O Diário Oficial trouxe ontem a exoneração de Cláudio Lima. O ex-secretário de Segurança sai depois de oito anos deixando a Paraíba com uma sensação de insegurança alta. Jean agora tem um grande desafio pela frente.

FPM

Uma vitória para 129 Municípios que poderiam ser prejudicados após a divulgação da estimativa populacional do IBGE. O presidente Jair Bolsonaro sancionou a proposta que congela os coeficientes do FPM até a divulgação do Censo 2020. A CNM comemorou a medida.

No governo federal

A escolha do primeiro paraibano, o Pastor Sérgio Queiroz, para ocupar um cargo no governo de Jair Bolsonaro cria uma grande expectativa sobre se outros nomes do estado chegarão lá também.

Ajuda

No que depender do deputado federal Julian Lemos isso deve acontecer com toda certeza. Já antes da posse, ele vinha articulando nomeações paraibanas para o governo federal e a possibilidade de virar líder do governo na Câmara.

Em 2020

O juiz Adhailton Lacet Porto, titular da 1ª Vara da Infância e Juventude da capital, vai assumir a 76ª Zona Eleitoral e será responsável pela propaganda de rua nas Eleições 2020. Competência o magistrado tem e fará um excelente trabalho.

Precatórios

Os processos de precatórios em andamento no Tribunal de Justiça passarão, a partir deste mês, a tramitar por meio do Processo Judicial Eletrônico (PJe). Atualmente, todo o acervo encontra-se na forma física, isto é, com a utilização do papel.

Zigue-zague



  • As primeiras medidas de João Azevêdo estão provocando um certo silêncio e deixando um pouco no esquecimento as eleições para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Mas isso não significa que as peças não estejam se mexendo.




 



  • Nos bastidores a disputa já está sendo discutida e oficialmente deve começar a fazer barulho a partir do dia 10 quando João deve iniciar uma conversação com os deputados da base. Os planos são mesmo eleger Adriano Galdino para presidente da Casa.




*Colaboração de Nice Almeida e equipe CORREIO

Relacionadas