terça, 11 de dezembro de 2018
Cinema
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‘Robin Hood – A origem’ leva mais uma vez o herói inglês aos cinemas

André Luiz Maia / 29 de novembro de 2018
Foto: Reprodução
Mais uma vez, Hollywood traz a história de Robin Hood, o herói mítico do folclore inglês, que tem como missão de vida saquear os tesouros dos ricos e distribuí-los entre os pobres, em uma espécie de justiça social. Em Robin Hood — A Origem (2018), o clássico é recontado com algumas liberdades criativas, em uma releitura moderna que o fez ser comparado com o recente Rei Arthur — A Lenda da Espada (2017), estrelado por Charlie Hunnan.

Robin de Loxley (Taron Egerton) é um jovem lorde de Notthingam que vive sua vida ao lado da amada Marian (Eve Hewson). Convocado pelo xerife local a prestar serviços numa guerra no norte da África, ele some e é dado como morto.

Durante sua ausência, o xerife começa a explorar os moradores da cidade através da cobrança abusiva de impostos. No entanto, Robin estava vivo e, durante a guerra, ganhou a simpatia do mouro Little John (Jamie Foxx).

O personagem mouro, aliás, não faz parte originalmente da lenda de Robin Hood.Foi criado para uma série de TV nos anos 1980 e acabou incluído em Robin Hood, o Príncipe dos Ladrões, de 1991, interpretado por Morgan Freeman — os realizadores haviam visto a série.

De volta à terra natal, se choca com a miséria que encontrou.

Revoltado com a situação, convoca Little John para reverter a situação. E, claro, a opção escolhida pelo herói é roubar a Igreja Católica, cujo fruto de sua opulência era a exploração das classes mais humildes. Enquanto se infiltra na corte como um lorde, ele se depara com Marian, que agora está em um relacionamento sério com Will Scarlet (Jamie Dornan), um jovem que tenta uma manobra política para tirar o povo da fome.

A dinâmica da produção busca mesclar elementos medievais com indumentária moderna. A orientação era ser “um terço histórico, um terço contemporâneo, um terço futurista” para buscar um visual único para o filme.

Mas acabou trazendo uma série de críticas. “O filme era pra ter toda uma ambientação medieval, mas a modernização da história fez com que o elenco aparecesse de tênis, toca, sobretudo, camisas, camisetas e todo o tipo de roupa atual e que não combina com a época. Colocar os trajes nos tons certos não fazem com que eles combinem com o contexto medieval”, comentou Fábio Hurtado, do site Nerd Break.

Robin Hood — A Origem, por sinal, já pode ser considerado como um dos grandes fracassos comerciais do ano. Com investimento acima de US$ 100 milhões, a obra, de acordo com dados do The Wrap, arrecadou apenas US$ 14 milhões durante seus cinco primeiros dias em exibição nos Estados Unidos.

O Brasil também faz parte, de certa maneira, da produção. Foi nas favelas brasileiras que o desenhista de produção Jean-Vincent Puzos se inspirou para criar o visual da empobrecida Nottingham.

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