sexta, 26 de fevereiro de 2021

Cinema
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Mostra exibe curtas de realizadores locais e promove debate sobre produção

André Luiz Maia / 04 de julho de 2017
Foto: Divulgação
A produção audiovisual paraibana é prolífica e a prova disso é a variedade temática e estética apresentada a partir desta terça-feira (4) no Sesc Cabo Branco. A Mostra Sesc de Cinema vai até a próxima sexta, com uma programação que privilegia o cinema local. São sete curtas pessoenses e 13 produções do interior do estado, exibidos em três horários. A programação completa você confere no quadro ao lado. Comente no fim da matéria.

O público interessado pode conferir os filmes às 9h, 14h e 19h30. Nas sessões noturnas, o Sesc promove um debate logo após a exibição, com personalidades ligadas ao cinema. Na mesa, estão a atriz Zezita Matos; o jornalista, crítico especializado em cinema e editor do Caderno 2 do CORREIO, Renato Félix; a continuísta Cristina Guedes Fragoso; o cineasta, professor e pesquisador Bertrand Lira; e o diretor de arte Hélder Nóbrega.

Durante o evento, são ofertadas também duas oficinas no Sesc Centro. A de Roteiro para Cinema, ministrada pelo cineasta Torquato Joel, acontece de terça a sexta-feira, das 9h às 11h, enquanto a de Efeitos de Maquiagem para Cinema e Outras Artes, a cargo do maquiador William Muniz, acontece hoje e amanhã, das 14h às 17h. As informações a respeito das inscrições e outros detalhes da mostra podem ser solucionadas através do número (83) 3208-3158.

O cineasta Bertrand Lira, um dos debatedores da mostra, afirma ao CORREIO que o público pode esperar um retrato interessante da produção recente do cinema feito na Paraíba. "A mostra privilegia tanto filme de realizadores veteranos quanto estreantes. Quando digo veteranos, incluo aqui também aqueles que estão fazendo seus primeiros filmes, mas que já trabalham com a área há algum tempo, como Virgínia Gualberto, que participa do Jabre, a oficina de roteiristas itinerante", pontua. Outros nomes lembrados por ele são Odécio Antônio, que apresenta o curta feito em parceria com Carlos Ebert, Contínuo, e Ismael Moura, com seu premiado Ilha.

As temáticas são variadas. Há o conflito do pai com um filho com distúrbios psicológicos no já citado Ilha; histórias com personagens LGBT, como Santa Rosa, de João Paulo Palitot, e Stanley, de Paulo Roberto; o mundo das drogas em Lia – Começo, Meio e Recomeço, e Amargo da Cana, sobre o ciclo de exploração da cana-de-açúcar e suas complicações no município de Juripiranga.

Lira lembra que vários desses filmes acabaram surgindo por conta dos festivais e das oficinas realizadas no interior do estado. "Essas iniciativas dos realizadores em oferecerem cursos acaba sendo uma forma de despertar novos realizadores, principalmente no interior do estado, com gente que quer se expressar através do cinema. A mostra do Sesc mostra um pouco desse resultado", salienta.

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