terça, 25 de junho de 2019
Cinema
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Filmes nacionais são os destaques das estreias nos cinemas de JP e CG

Renato Félix / 24 de agosto de 2017
Foto: Divulgação
Como poucas semanas no ano, o cinema brasileiro é protagonista nas estreias do cinema em João Pessoa. Enquanto o blockbuster A Torre Negra vem sendo bombardeado pelas críticas negativas, as cinebiografias Bingo, o Rei das Manhãs e João, o Maestro e para o documentário Um Filme de Cinema, este dirigido pelo paraibano Walter Carvalho, se mostram como opções bem mais interessantes.

Estreiam todos nesta quinta-feira (23) em João Pessoa (Bingo também em Campina). Um Filme de Cinema não é uma obra sobre o amor à sétima arte, exatamente, mas mergulha na filosofia da narrativa dos filmes. Walter Carvalho passou 14 anos entrevistando os cineastas com quem trabalhou (como Julio Bressane e José Padilha) e outros que admira, no exterior (como Gus Van Sant e Lucrécia Martel). "Conversei com os diretores sobre como se constrói um plano. Por que se tira um plano de um filme? Qual a duração de um plano? E fiz duas perguntas para todos: 'por que você faz cinema?' e 'para que serve o cinema?'", explicou ao CORREIO, de São Paulo, por telefone. O filme começa no sertão paraibano, mas o diretor faz mistério sobre o que mostra: quer que as pessoas descubram no cinema.

João, o Maestro, de Mauro Lima, conta a história de João Carlos Martins, pianista de sucesso na juventude e que sofreu acidentes que resultaram na perda dos movimentos de uma mão e depois da outra. Mas se reinventou como maestro e hoje é símbolo da superação pessoal. "O meu problema é muito menor do que o de uma pessoa que tenha ficado paraplégica ou cega. Mas até por conta da exposição na mídia, acabei ficando com a responsabilidade de não decepcionar pessoas que chegam a mim e dizem coisas como 'Eu tenho câncer, mas sua história me deu forças para continuar", disse ao CORREIO, também de São Paulo, por telefone. Para ele, o filme também pode ser uma inspiração, embora faça um lembrete: "A parte musical é 100% como aconteceu.

Na dramaturgia, ficou combinado que o filme teria liberdade". Daniel Rezende, montador indicado ao Oscar por Cidade de Deus (2002), dirige Bingo, o Rei das Manhãs. É a história de um dos intérpretes do palhaço Bozo na TV brasileira, apesar da mudança no nome. Vladimir Brichta interpreta personagem inspirado em Arlindo Barreto e sua vida louca nos bastidores da TV e cultura pop brasileira dos anos 1980.

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