quarta, 19 de dezembro de 2018
Cinema
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Festival de Cinema de Terror começa nesta quinta-feira em João Pessoa

André Luiz Maia / 20 de novembro de 2018
Foto: Reprodução
Nos últimos 20 anos, Hollywood experimentou pela primeira vez adaptar roteiros de histórias de terror japonesas para apresentá-las às plateias ocidentais. Com isso, surgiram franquias de sucesso, como O Chamado e O Grito, assim como um mar de outras produções baseadas em lendas e contos asiáticos.

Apesar desse sucesso, o acesso às produções originais sempre foi algo relevado ao uma esfera “cult”, em cinemas de arte ou downloads piratas em fóruns de nicho na internet. Diante disso, a Sato Company, que este ano já havia realizado o Festival de Ação Japonês, agora apresenta aos brasileiros o Festival de Terror Japonês, trazendo diversas produções que cunharam o J-Horror como um dos gêneros cinematográficos de maior influência dos últimos tempos.

Os filmes serão exibidos em 40 complexos da Cinépolis por todo o país, em sessões únicas, sempre às 21h. A mostra começa na próxima quinta-feira (22) e, para abrir a programação serão exibidos dois filmes derivados do filme Ringu (ou Ring, que deu origem a O Chamado). A Invocação é a atração do dia 22, enquanto A Invocação 2 é exibido no dia 23.

Ambos dirigidos por Tsutomu Hanabusa, eles fazem uma espécie de “atualização”da lenda de Sadako (ou Samara, na adaptação ocidental): enquanto a entidade maligna acessava suas vítimas através de uma fita cassete almadiçoada, que levaria à morte de que a visse após sete dias, agora é um vídeo distribuído pela internet que funciona como seu portal.

A professora Akane começa a ficar preocupada quando uma de suas alunas morre inesperadamente. O que as crianças comentam é que há um vídeo sendo compartilhado pela internet que faz com quem o assista cometa suicídio. Embora cética em relação ao caráter sobrenatural, ela decide investigar o que estaria por trás desse fenômeno. A resposta, claro, nós já sabemos: Sadako.

O segundo filme da série segue por um caminho diferente, nos apresentando Nagi, uma menina de quatro anos que mudou completamente seu comportamento após a morte da mãe. A resposta para isso está nos desenhos macabros feitos por ela, algo que chama a atenção de sua tia, Fuko. Ela começa a perceber que as situações retratadas nos desenhos parecem estar correlacionadas a uma série de assassinatos que vêm acontecendo na cidade. Nos dias 26 e 27 de novembro, serão exibidos os filmes originais de O Chamado.

Dando continuidade à programação, no dia 24, é a vez de um encontro inusitado nas telonas. Nos moldes dos (questionáveis) crossovers como Alien vs. Predador e Freddy vs. Jason, aqui temos O Chamado vs. o Grito, que mostra o encontro das entidades que assombram as respectivas franquias: Sadako e Kayako.

Após assistir a uma fita amaldiçoada por sua amiga, Yuri automaticamente se torna a nova vítima da maldição de Sadako. Ela pede ajuda a Shinichi, um professor obcecado por lendas urbanas japonesas, que sugere como solução um confronto entre Sadako e Kayako em uma famosa casa mal-assombrada, para, então, se livrar da maldição.

Todos os filmes até aqui serão exibidos em sua versão dublada. Os dois últimos são apresentados em sua versão legendada. O filme do dia 25 causou uma certa confusão ao ser anunciado. Embora seja intitulado O Grito 3, não se trata da produção de 2009, lançada direto em DVD, ambientada no Japão e nos Estados Unidos.

Esta, na verdade, é Ju-On: Owari no Hajimari (“Ju-On, o começo do fim”), dirigido por Masayuki Ochiai, lançado em 2014 no mercado japonês. É uma espécie de prólogo dos acontecimentos do filme original, em que conhecemos a história do pequeno Toshio e como ele se tornou uma das assombrações que atormentam os moradores da casa no qual ele foi brutalmente assassinado. O último, exibido no dia 28 de novembro, também é dirigido por Ochiai, intitulado Kotodama – A Maldição.

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