quinta, 06 de maio de 2021

Cinema
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Cineasta sueco é homenageado com com exibição de filmes

André Luiz Maia / 09 de agosto de 2018
Foto: Divulgação
Quem se considera cinéfilo deve, no mínimo, ter visto algum filme de Ingmar Bergman na vida. O diretor sueco é uma daquelas figuras essenciais para a história da sétima arte. Caso estivesse vivo, ele completaria 100 anos em 2018. A rede Cinépolis de cinemas aproveita a data para inserir em seus 12 complexos a Mostra Lanterna Mágica.

O nome da mostra vem de sua autobiografia homônima, lançada em 1987. A lanterna mágica é uma espécie de predecessor dos projetos cinematográficos, criada no século XVII para projetar imagens gravuradas em chapas de vidro.

A mostra reúne cinco filmes autorais de Bergman e o documentário Bergman - 100 Anos, já exibido em João Pessoa há algumas semanas.

Para a estreia, é justamente o filme de Jane Magnusson, que faz um recorte muito específico da vida do cineasta. Ao invés de um documentário usual, espécie de biografia em vídeo, ela decide se concentrar em um ano específico, 1957, que seria representativo de toda a sua trajetória.

Naquele ano, Bergman estava às voltas do lançamento de dois dos seus principais filmes, O Sétimo Selo e Morangos Silvestres, além de duas peças de teatro e um programa de TV. Essa ebulição criativa é contrastada pela turbulenta vida pessoal, com diversos romances e certo distanciamento de seus filhos, frutos de diversos casamentos.

O documentário não se furta em mostrar aspectos nada elogiosos à figura de Bergman, o que espantou alguns espectadores por esperarem um produto celebratório. No entanto, é uma obra que evita criar polêmicas para vender bilheteria, pois, através dos diversos relatos colhidos de pessoas que estavam próximas a Ingmar na época ajudam a dar dimensão de complexidade.

A primeira obra de Bergman da mostra, exibida amanhã em duas sessões, é Morangos Silvestres. A versão restaurada e transposta para o digital foi exibida em João Pessoa pela primeira vez em 2015, dentro da sessão Clássica, do então Cinépolis Mag Shopping.

O filme traz como protagonista o professor vivido por Victor Sjöstrom, na época, um dos principais diretores suecos. Ao receber uma homenagem na faculdade onde lecionava, memórias da infância tomam conta durante o trajeto até a cidade, em uma longa viagem de carro feita em companhia da nora (Ingrid Thulin).

A mostra Lanterna Mágica é uma oportunidade única para os entusiastas de Bergman e do cinema em geral.

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