sábado, 12 de junho de 2021

Cinema
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Cineasta pessoense Walter Carvalho aceitou o convite e passa a votar no Oscar

André Luiz Maia / 30 de junho de 2017
Foto: DIVULGAÇÃO
Um paraibano está, pela primeira vez, na lista de membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos. É o diretor e fotógrafo Walter Carvalho, que agora está apto a votar no Oscar, a principal premiação da sétima arte mundial. Comente no fim da matéria.

A lista foi divulgada pela organização da Academia, apresentando os novos 774 membros, vindos de 57 países diferentes. Outros brasileiros convidados podem ser encontrados na lista ao lado.

Em entrevista por telefone ao CORREIO, Walter explica como se deu o processo. "Não teve uma campanha e nem fui atrás de nada, a Academia que indica os nomes e nos procura. Fiquei feliz de ter sido lembrado e até um pouco surpreso. Recebi o primeiro e-mail com o convite e nem me ative muito a isso, não por um desprezo à Academia, mas pela vida corrida. Só depois eu vim me tocar do que se tratava", revela o diretor.

Conhecido por seus trabalhos no cinema e na televisão, ele está atualmente no ar como um dos diretores de Os Dias Eram Assim. Antes, ele também havia trabalhado na direção da série Justiça e da novela O Rebu, na mesma emissora, além de vários trabalhos. No cinema, ele é reconhecido pelo trabalho de direção de fotografia em filmes como Central do Brasil, Madame Satã, Carandiru e Abril Despedaçado e pela direção de Cazuza – O Tempo Não Para (ao lado de Sandra Werneck) e Raul – O Início, o Fim e o Meio.

Ele já tem alguma noção do processo: seu filho, o fotógrafo Lula Carvalho, também é um membro da Academia e já participa do processo de votação desde o ano passado.

Walter lembra que não é muito afeito a processos de júri ou avaliação. "Uma vez, fui convidado para participar da seleção dos filmes brasileiros pré-indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e eu me recusei, pois estou muito inserido no meio cinematográfico nacional, seria injusto. Por não estar no mercado norte-americano, me senti mais confortável em aceitar o convite", pontua o diretor.

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