sexta, 15 de janeiro de 2021

Cidades
Compartilhar:

Visando contenção da erosão, tem início drenagem da Barreira do Cabo Branco

Bárbara Wanderley / 06 de fevereiro de 2018
Foto: NALVA FIGUEIREDO
Após anos de muita discussão, o problema histórico do desmoronamento da Barreira do Cabo Branco chegou a uma nova fase. O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, assinou na manhã dessa segunda-feira (5), em cerimônia realizada na Estação Cabo Branco- Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano, a ordem de serviço para a drenagem de cinco quilômetros no entorno da barreira. A obra, orçada em R$ 5 milhões, é a primeira de quatro etapas que visam resolver a questão.

As etapas seguintes, entretanto, ainda dependem do estudo de impacto ambiental e não têm previsão para começar, segundo a secretária Municipal de Planejamento Daniella Bandeira. Segundo ela, o material permitirá saber qual o impacto ambiental que a obra causaria. Apenas se a sociedade aceitar esse impacto é que a obra será levada à frente.

O engenheiro civil Gilberto Melquíades, da empresa Construfenix, que é responsável pela obra de drenagem, afirmou que a iniciativa é de grande importância para resolver o problema, pois irá controlar as águas pluviais que se infiltram na barreira agravando o problema da erosão. “É o primeiro passo, e uma etapa do qual dependem todas as outras”, afirmou.

Conforme explicou Daniella Bandeira durante a apresentação do projeto, 10 nos trechos de drenagem captarão a água da chuva conduzindo-a para lançamento no Cabo Branco e no Seixas, conectando-se com a drenagem já existente, que será reforçada. Atualmente, não há controle sobre a água pluvial daquela área, que acaba escorrendo na direção da já fragilizada barreira.

O prefeito Luciano Cartaxo destacou que a Prefeitura já vinha trabalhando em prol da barreira quando modificou o trânsito no acesso à Estação Cabo Branco, com o acesso pela Rua Luzinete Formiga, que já passou pela drenagem devida na época de sua pavimentação.

A etapa seguinte do projeto é o enrocamento, que consiste em preencher com rochas a fissura que já existe na encosta. A terceira etapa seria a engorda da faixa de areia, e a quarta, a instalação de gabiões no mar. Para Gilberto Melquíades, esta última será a etapa mais importante da obra, pois a erosão é causada principalmente pela força das ondas.

Leia Mais

Relacionadas