quinta, 27 de junho de 2019
Violência
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Golpes do sequestro e da UTI ainda fazem vítimas na Paraíba; veja como se proteger

Luís Eduardo Andrade / 17 de março de 2017
Foto: Arquivo/Ilustração: Aline Melo
A família talvez seja o bem mais precioso de várias pessoas. E muitos não poupam esforços para defender os seus. É justamente esse sentimento que criminosos utilizam para realizar golpes, que infelizmente, não são mais novidade. De acordo com a Delegacia de Defraudações e Falsificações, apenas no ano de 2017, foram registradas 340 ocorrências de golpes ligados à telefonia e internet. Porém, na prática, esse número é muito maior, visto que muitas vítimas não registram a ocorrência, diferente do que aconselha o delegado Lucas Sá.

“É importante que as pessoas registrem o boletim de ocorrência aqui na Delegacia ou pelo Disk Denúncia da Polícia Civil (197). Só assim esses criminosos poderão ser presos.”, relatou Lucas.

E a família do funcionário público Saulo Linhares, de 26 anos, entrou na estatística dos casos de golpes por telefone. De acordo com Saulo, criminosos ligaram para sua mãe informando que estavam sob posse de sua filha. O detalhe é que a irmã de Saulo havia acabado de sair de casa para faculdade, por isso, o desespero tomou conta da residência. O mais assustador é que os suspeitos falaram exatamente o nome da irmã de Saulo, o que aumentou a aflição da família.

Depois de muita negociação, outro familiar ligou e disse que estava com a suposta sequestrada. Com isso, todos se tranquilizaram, mas sem dúvida, não vão esquecer tão cedo os momentos de terror que viveram. “O caos tomou conta da minha casa por alguns minutos afetando a saúde da minha mãe e de todos os envolvidos. Minha mãe só sossegou quando minha irmã chegou em casa. Eles foram agressivos quando minha mãe tentava se comunicar com todos que estavam na casa.”, relatou o funcionário público.

Cardápio de golpes

E os golpistas são criativos na hora de inventar históricas para ludibriar as vítimas. A variedade de abordagens é imensa, e as pessoas precisam ficar atentas para não cair em golpes comuns.

 



Vítimas atentas

O delegado Lucas Sá ainda informou que 60% dos golpes têm participação direta das vítimas, que geralmente se sensibilizam com situações de pessoas em vulnerabilidade ou são nutridas pela possibilidade de alguma vantagem financeira. “Muitas vezes as pessoas negociam com os criminosos, confiando em pessoas sem documentação ou empresas ilícitas. O ideal é ter atenção, calma e procurar entrar em contato com a Polícia Civil quando acontecer alguma situação do gênero.”, concluiu o delegado.

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