quinta, 04 de março de 2021

Violência
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Triplica número de mulheres assassinadas na Paraíba, aponta Mapa da Violência 2015

Nice Almeida / 09 de novembro de 2015
Foto: Nalva Figueiredo
Um número assustador e que acende o sinal vermelho na Paraíba. Mais que triplicou os casos de mulheres assassinadas no Estado. De acordo com o Mapa da Violência 2015: homicídios de mulheres, enquanto em 2003 foram registradas 35 mortes, em 2013 foram 126, um crescimento de 260%, em dez anos. Os dados mostram, também, que a Paraíba foi o 2º Estado do Brasil onde houve maior crescimento, perdendo apenas para Roraima onde o índice aumentou em 500%.

Entre as mulheres brancas o crescimento foi de 300%. Em 2003 foram três mortas, contra 12 em 2013. Mas, nada se compara aos números apresentados quando se trata de mulheres negras, onde o aumento foi de 316%. Enquanto em 2003 foram 25 mulheres negras assassinadas, em 2013 foram 104.

Para cada 100 mil mulheres, conforme o estudo, são 229 mortes. E João Pessoa ocupa a 3ª colocação entre as capitais com maior taxa de feminicídio, sendo 10,5 para cada 100 mil. Vitória, Maceió, João Pessoa e Fortaleza encabeçam as capitais com taxas mais elevadas no ano de 2013, acima de 10 homicídios por 100 mil mulheres. No outro extremo, São Paulo e Rio de Janeiro são as capitais com as menores taxas.

O Mapa da Violência 2015 foi elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso). A divulgação da pesquisa em novembro tem especial significação: início dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, ações da campanha do Secretário-Geral da ONU UNASE Pelo Fim da Violência contra as Mulheres, o Dia Internacional de Eliminação da Violência contra as Mulheres e também o Dia Nacional da Consciência Negra.

Segundo a Diretora da Flacso Brasil, Salete Valesan Camba, “O Mapa da Violência é um trabalho desenvolvido pelo pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz desde 1998 e já foram divulgados 27 estudos que têm contribuído de forma decisiva na reflexão da sociedade brasileira sobre as múltiplas formas de violência que se abatem sobre seus cidadãos e cidadãs, ceifando vidas, destruindo famílias, impedindo a realização dos futuros possíveis que essas vidas poderiam propiciar a toda à sociedade".

Leia mais sobre a pesquisa no jornal Correio da Paraíba de amanhã

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