terça, 01 de dezembro de 2020

Violência
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Tenente da PM foi assassinado com arma de sargento; suspeito está preso

Ainoão Geminiano / 06 de fevereiro de 2016
Foto: Rafael Passos
O laudo pericial das armas que foram apreendidas na casa do sargento da Polícia Militar, Jailton Santos Pereira, o coloca como coautor do assassinato do tenente Ulysses Costa, ocorrido na noite da última quinta-feira, na Capital.

De acordo com a Delegacia de Homicídios, o confronto balístico confirmou que a bala que matou o oficial partiu de uma das armas do sargento, um revólver calibre 38. No início da noite de ontem, Jailton foi preso por força de um mandado de prisão preventiva e vai responder junto com outros dois suspeitos, entre eles o filho do militar, que está sendo procurado.

O resultado da perícia foi apresentado ontem pelo delegado Reinaldo Nóbrega, titular da Delegacia de Homicídios. Segundo ele, a investigação também mostrou que o sargento Jailton participou diretamente do crime, indo buscar as armas utilizadas pelos assassinos, que tinha sido abandonadas em um terreno, após o tenente Ulysses ser baleado.

“Em combinação com os assassinos, o sargento foi ao local, recolheu as armas, levou-as para casa, limpou para eliminar possíveis vestígios dos atiradores e as guardou. Dessa forma, será indicado como coautor do crime”, disse.

O tenente Ulysses foi morto quando fazia uma investigação e tentava prender o filho do sargento Jailton, suspeito de participar de crimes no bairro de Mangabeira.

Além do sargento Jailton Santos Pereira, a PM prendeu José Adriano Ferreira, 26 anos, conhecido como “Drika”, e está a procura de Joanderson Pereira de Souza, o “Bimbo”, filho do policial detido.

Dor e comoção no enterro

O corpo do tenente Ulysses Costa, foi enterrado ontem à tarde no Cemitério Parque das Acácias, em João Pessoa. O cemitério ficou tomado de membros da família, amigos e policiais. Minutos antes do enterro, as honras militares foram concedidas ao oficial e pétalas de rosas foram lançadas do helicóptero da polícia.

O comandante geral da Polícia Militar, coronel Euller Chaves, afirmou que é uma tristeza vivenciar mais uma morte de um policial militar. “Faz parte da nossa profissão. Só que a legislação desse país precisa mudar. Muitas vezes, os bandidos são presos e liberados”, disse.

O pai do tenente, Leomércio Costa, fez um discurso cobrando segurança. “Ulysses foi um policial batalhador. É preciso segurança também para os policiais”, declarou. A mãe do tenente estava muito abalada e mostrava não acreditar na morte do filho.

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