quinta, 04 de março de 2021

Violência
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Quatro homicídios por dia colocam a Paraíba entre os Estados mais violentos do Brasil

Nice Almeida / 15 de outubro de 2015
Foto: Arquivo
A Paraíba está inserida em um quadro preocupante da segurança pública brasileira. De acordo com o estudo 'Diagnóstico dos Homicídios no Brasil: Subsídios para o Pacto Nacional pela Redução de Homicídios', divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Ministério da Justiça, o Estado registrou 1.418 homicídios, em 2014, o que o fez ocupar a 11ª colocação em número de assassinatos no País e a 4ª, no Nordeste. São quase quatro mortes violentas por dia (em média 3,88). Conforme os dados, são 36 mortes a cada 100 mil habitantes.

No Nordeste, Paraíba, Pernambuco e Bahia apresentam taxas preocupantes. A Paraíba tem uma taxa de 36,0 mortes por 100 mil habitantes. Os municípios que compõem o Pacto Nacional Pela Redução de Homicídios não ficam fora dessa realidade a exemplo de Campina Grande (34,7), João Pessoa (58,4) e Santa Rita (79,9). A Bahia foi quem registrou maior número de homicídios, 5.450.

Com relação a mortes por armas de fogo, na Paraíba, a taxa é de 32,24 por 100 mil habitantes, mas as taxas municipais variam consideravelmente. Em Campina Grande, a taxa é de 39,2; em João Pessoa, 55,0; e em Santa Rita, 98,6.

Mortes por abuso de drogas ilícitas

As taxas de óbitos por abuso de drogas ilícitas são mais baixas no Nordeste do que em outras regiões como, 69 por exemplo, o Sudeste. Na Paraíba, essa taxa é de 0,12 a cada 100 mil habitantes.

Menor taxa de roubo

Segundo os números, o Estado foi o que obteve a menor taxa do Nordeste (10,2), seguido, com taxas consideravelmente maiores, por Maranhão (33,7), Piauí (51,9), Rio Grande do Norte (53,1) e Pernambuco (62,5). Sergipe (72,5), Alagoas (80,3) e Bahia (86,6) apresentam taxas maiores. O estado com a maior taxa de roubos foi o Ceará (106,6).

Políticas de redução da criminalidade

O Ministério da Justiça perguntou aos Estados se havia uma política de redução de criminalidade. A Paraíba disse que sim, mas que são políticas pregressas, ou seja, apesar de existir não há nenhuma nova sendo planejadas.

Aglomerados subnormais

Também foram levantados pelo estudo do Ministério da Justiça em quais territórios existem habitações do tipo favela, comunidade, grotão, vila e mocambo. Esses locais, segundo o levantamento, apresentam carência de infraestrutura as mais diversas, incluindo transporte e, indicam, ainda, a periferização da população.

Nesse contexto foi verificado que, na Paraíba, 9,5% da população possui esse tipo de habitação, sendo 7,1% em Campina Grande, 12% em João Pessoa e 0% em Santa Rita.

A secretaria

A reportagem do Correio Online entrou em contato com a Secretaria Estadual da Segurança e Defesa Social, que requisitou o envio de um e-mail para que os questionamentos fossem respondidos. Até o fechamento da matéria, às 18h20, não foi enviada nenhuma resposta.

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Leia mais detalhes do estudo no jornal Correio da Paraíba de amanhã

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