sábado, 19 de setembro de 2020

Violência
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Suspeitos pela morte do menino Everton são transferidos para presídios de João Pessoa

Giovannia Brito e Nice Almeida / 15 de outubro de 2015
Foto: Divulgação
Foram transferidos para presídios de João Pessoa os quatro suspeitos de envolvimento na morte do menino de 5 anos de idade, Everton Siqueira. O padrasto e outros dois homens foram levados para o Presídio de Segurança Máxima PB1 e a mãe do garoto está no presídio feminino. O crime foi no município de Sumé e eles já haviam sido levados para a Cadeia de Monteiro porque estavam sendo hostilizados pelos moradores da cidade onde a criança morava. Porém, os presos ameaçaram rebelião por causa da presença dos suspeitos e, por isso, a transferência para a Capital.

Também na noite dessa quarta-feira (14), a Justiça da Paraíba, através da Vara Única da Comarca de Sumé, decretou a prisão temporária dos suspeitos da morte bárbara da criança. Atendendo a representação da autoridade policial, no Fórum da Comarca de Sumé, foram decretadas as prisões temporárias da mãe e do padrasto da vítima.

A decisão, referente ao Processo nº 0000716-19.2015.815.0451, foi assinada pelo Juiz de Direito Marcos Aurélio Pereira Jatobá Filho. Na decisão, o magistrado argumenta a necessidade da prisão temporária dos suspeito, como forma de propiciar melhores condições de esclarecimento do caso.

Novos indícios

O delegado da Polícia Civil de Sumé, Yure Givago, descobriu que a mãe do garoto de Everton Siqueira da Silva, de cinco anos, Laudenice dos Santos Siqueira, 22, o padrasto dele, Daniel Ferreira dos Santos, 31, e Denivaldo Santos Silva, 37, passaram o último domingo juntos consumindo bebida alcoólica às margens do açude público da cidade, dia em que o menino desapareceu.

O laudo da perícia no corpo do garoto sairá na próxima semana e o delegado destacou que irá aguardá-lo para ter algumas informações que contribuirão com as investigações. “Através do exame vamos saber se Everton sofreu violência sexual antes de ser assassinado e se teve algum órgão interno extraído”, relatou, acrescentando que também enviou à perícia quatro facas encontradas nas casas dos acusados e roupas, provavelmente usadas por eles no dia do crime, para tentar saber se têm resquícios de sangue.

Apesar das prisões, a Polícia Civil ainda não sabe em que local Everton Siqueira foi assassinado, visto que a perícia já antecipou que ele não foi morto na vala onde o corpo estava quando encontrado por moradores do bairro Frei Damião.

DEPOIMENTOS: Durante os depoimentos dados na última terça-feira (13), os quatro suspeitos entraram em contradição sobre onde estavam no dia do crime. “Um afirmou que estava na casa de um familiar, outro disse que estava em uma igreja, um terceiro disse que se encontrava com amigos. Mas checamos essas informações e não procedem”, declarou.

A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de Everton Siqueira ter sido morto em um ritual de magia negra ou por vingança. Segundo o delegado, no primeiro semestre Denivaldo foi preso acusado de roubo e Laudiene o entregou para a Polícia Militar, causando a sua revolta e a promessa de que iria se vingar.

SEPULTAMENTO: O menino foi sepultado na noite da última terça-feira, tão logo o corpo chegou de Campina Grande, após ser periciado. Everton foi encontrado com um corte transversal no pescoço, marcas de pancadas na cabeça, um corte profundo do início do tórax até a virilha e o pênis e os testículos decepados.

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