domingo, 24 de janeiro de 2021

Violência
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Paraíba registrou 376 casos de estupro em 2016

Beto Pessoa / 31 de outubro de 2017
Foto: Divulgação
No ano passado, uma mulher foi estuprada por dia na Paraíba, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nessa segunda-feira (30) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Foram 376 estupros em 2016, 30% a mais que no ano anterior, quando foram registrados 289 casos.

Os crimes de feminicídio, assassinatos de mulheres motivados por machismo, cresceram 100%, mas em números absolutos estão muito aquém da realidade. Quem defende este argumento é Vani Veloso, coordenadora do Minha Jampa. Ela explica que, caso fossem tipificados corretamente, os dados oficiais sobre o crime seriam bem maiores.

“O problema é que, apesar da subscrição ‘feminicídio’ já existir nos Boletins de Ocorrência, muitas vezes os assassinatos de mulheres são registrados como simples homicídio. Isso retira da ocorrência sua motivação principal, que é o machismo, quando o homem acha que tem poder sobre o corpo da mulher. Isso acaba não refletindo a realidade da violência sofrida pelas mulheres no Estado”, disse.

Enquanto os dados aumentam, o Senado Federal lançou no último dia 28 uma consulta pública (sugestão nº 44 de 2017) sobre a extinção do termo feminicídio, proposição que contribui para o aumento das violências contra a mulher, defende Vani.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2016 foram registrados 97 crimes violentos letais intencionais (CVLI) contra as mulheres, 4,7 casos por 100 mil habitantes. O número é menor que o ano anterior, quando foram registradas 114 ocorrências, mas, diante da violência destes crimes, torna impossível a sensação de segurança no Estado.

Exemplo destes casos foi o assassinato da vendedora Vivianny Crisley, que no último dia 20 completou um ano. A jovem foi golpeada na cabeça diversas vezes com uma chave de fenda, em seguida teve o corpo carbonizado com ajuda de gasolina e um pneu. Quatro homens são suspeitos de matar a jovem após sair de um bar na zona sul de João Pessoa. Todos eles seguem presos, mas ainda não foram julgados.

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