terça, 24 de novembro de 2020

Violência
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Moradores relatam momentos de pânico durante invasão de bandidos em Queimadas

Rammom Monte / 30 de agosto de 2016
Foto: Imagens compartilhadas no WhatsApp
A noite foi de terror em Queimadas, no Agreste Paraibano. Esse é o resumo do relato de alguns moradores que passaram por situação de pânico durante a madrugada desta terça-feira (30) na cidade. Um grupo de bandidos tentou explodir uma agência do Banco do Brasil no município e trocou tiros com policiais. Na ação, um homem morreu e outro ficou ferido. Uma moradora, que não quis se identificar, afirmou que ainda estava em choque com a situação.

“Tudo foi atrás de minha casa. Desde que aconteceu ainda não dormirmos. Eu tenho 46 anos  e isto nunca tinha acontecido na minha cidade. No começo eu pensava que era fogos, aí teve uma rajada de metralhadora e eu percebi que se tratava de tiros. Tudo durou mais de uma hora. Nunca vi uma coisa dessa”, disse.

Perguntada se sente insegura e se pensa em mudar de cidade, ela foi enfática. “Estou apavorada ainda. Mas não saio não. Esse é meu lugar, as autoridades têm que tomar providência, mas da minha Queimadas eu não saio nunca, é daqui direto para o cemitério”, concluiu.

Em um áudio que circulou durante a madrugada em uma rede social de troca de mensagens, uma pessoa, não identificada, falou do terror que se passava dentro do hospital da cidade.

“Tem uma vítima no hospital, pai de uma vereadora. O hospital não tem como remover para Campina Grande. Está um desespero grande porque o homem está lá. Deixaram ele na porta do hospital em um carro preto com um tiro no rosto, está uma situação calamitosa. A ambulância não pode sair do hospital, todo mundo está lá dentro em estado de pânico”, circulou.

Outra moradora do local, que também não quis se identificar, afirmou que mora longe de onde aconteceu toda a ação, mas que ainda assim conseguiu ouvir os barulhos dos tiros e que as crianças ficaram apavoradas.

“Deu para escutar os tiros. Eu fiquei apavorada, até hoje eu nunca tinha escutado tanto tiros na minha vida. A gente tem medo, mas como eu já venho do Rio de Janeiro, eu tinha uma noção de que era tiros, mas que não conhece deve ter ficado muito apavorado. As crianças aqui em casa ficaram horrorizadas, perguntando o que era, se estava se acabando o mundo. Até já teve outros assaltos, mas com essa quantidade de tiros eu nunca tinha ouvido”, disse.

O superintendente da Polícia Civil de Campina Grande, Luciano Soares, afirmou que a polícia está trabalhando para resolver o caso, mas até o momento não há mais novidades.

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