quinta, 26 de novembro de 2020

Violência
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José Maranhão sofre intimidação em Araruna e é obrigado a fugir por matagal

Adelson Barbosa dos Santos / 30 de setembro de 2016
Foto: Arquivo
O senador José Maranhão (PMDB) foi alvo de intimidação, nesta sexta-feira (30), no campo de pouso da cidade de Araruna, sua terra natal. Maranhão chegava à cidade e era esperado por várias pessoas no local.


Quando o avião pousou, o senador foi surpreendido por três caminhonetes que fizeram cavalo de pau em frente à aeronave. Um dos motoristas, segundo o senador, fechou a saída do aeroporto, parando a caminhonete em frente a uma porteira, impedindo que ele deixasse o local.


O senador esperou pacientemente que as três caminhonetes liberassem a porteira. Como os veículos permaneceram parados na saída do campo de pouso, Maranhão resolveu ir até eles e travou o seguinte diálogo: “O que vocês querem?”. Um deles: “Soubemos que o senhor tem uma arma no carro”. Maranhão: “Vocês são policiais? São agentes da Justiça Eleitoral, têm mandado?”. Um deles: “Não, mas estamos cuidando das eleições”.


Maranhão disse que pediu a liberação da porteira para que pudesse se dirigir para sua casa. Como os ocupantes das caminhonetes se negaram, o motorista do senador avançou no meio do mato até chegar ao Centro da cidade. Maranhão disse que optou pela saída por dentro do mato para evitar um confronto maior. No Centro de Araruna, o senador recebeu a solidariedade de várias pessoas que estavam nas ruas.Ele comunicou o corrido ao promotor e ao juiz da Comarca.  Maranhão disse estar preocupado com a onde da violência e intimidação nesta reta final da campanha.  “Nunca em minha vida fui impedido de ir e vir onde quer que seja. O povo de Araruna não merece viver amedrontado. O direito do cidadão de ir e vir precisa ser preservado”, disse o senador depois do que ocorreu no campo de pouso.


Sobrinho do senador, o deputado federal Benjamin Maranhão (SD) denunciou clima de terror e atos de violência em Araruna e solicitou do Governo do Estado ação efetiva para que a Polícia Militar cumpra determinação da Justiça Eleitoral de coibir esse tipo de prática.

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