quarta, 25 de novembro de 2020

Violência
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Familiares elucidam crime da enfermeira morta a facadas em JP e querem suspeito preso

Aline Martins / 12 de dezembro de 2015
O principal suspeito de ter assassinado a enfermeira a facadas na última terça-feira, foi preso e liberado pela polícia no dia do crime, por falta de provas. Mas, após dois dias de um trabalho investigativo paralelo, familiares conseguiram as provas e as entregaram ontem ao delegado de Homicídios. Elizabeth Costa de Araújo foi assassinada brutalmente dentro de sua residência, no bairro do Cuiá, em João Pessoa. As imagens de vídeo que a polícia recebeu mostram um casal entrando na casa e saindo minutos depois do crime.

Ontem, a Polícia Civil disse que pediria a prisão preventiva dos suspeitos, mas até o fechamento desta matéria as prisões ainda não haviam sido feitas e a família temia que os acusados fugissem.

As imagens de uma empresa de segurança da rua onde fica a residência da enfermeira mostram o casal conversando com a vítima e entrando na residência por volta das 9h30, minutos antes do crime. Oito minutos depoisos dois saíram.

Familiares que pediram para serem identificados apenas como parentes da vítima contaram à reportagem que no dia do crime citaram ao delegado plantonista o nome do suspeito, que, inclusive, era conhecido da família. Também relataram que o motivo do crime poderia ser vingança porque o filho da vítima estava se relacionando com a mulher do acusado.

Álibi. Segundo parentes da enfermeira, o suspeito contou à polícia que, no momento do crime estava no Complexo Hospitalar de Mangabeira Tarcísio de Miranda Burity (Trauminha) e que tinha uma testemunha que confirmava sua versão. A família descobriu que a testemunha era a mulher que teria participado do crime.

Os parentes da vítima disseram que o acusado tem um problema na clavícula e que pode ter ido ao hospital por causa do esforço que fez para matar a mulher. Ele disse que havia sofrido um acidente. A família questiona porque a polícia não foi checar o álibi do suspeito

Ameaçada. O homem que saiu da casa estava sem camisa e a mulher com uma camisa amarela manchada de sangue. Para a família, os dois têm participação no crime. A vítima já havia sido ameaçada pelo homem, porque ela teria omitido o caso do filho com a mulher do acusado. Uma declaração amorosa deixada para a esposa do suspeito no quarto de um dos filhos da vítima pode ter causado mais raiva ao acusado.

Parentes ainda contaram que desde a quarta-feira saíram na rua em busca de imagens que mostrassem quem teria cometido o crime. Ao conseguir, buscaram orientação de advogados da família para saber quais procedimentos deveriam tomar para prender o autor da morte da enfermeira.

“No dia do crime, uma pessoa passou na frente da casa e viu ela (Elizabeth) conversando com um casal e ouviu ela dizendo: ‘As coisas não se resolvem assim, não...’. E como essa pessoa estranhou foi contar para um parente que tinha presenciado a cena. E ligou para um dos filhos... Fomos atrás de provas, pois tínhamos a certeza de quem teria cometido o crime. E o principal suspeito teve o nome citado pelos parentes ao delegado plantonista no dia do assassinato. Ele e outras pessoas foram ouvidos e liberados”, contou.

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