quarta, 23 de setembro de 2020

Violência
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Cinzas de paraibanos mortos na Espanha chegam na próxima semana

Ainoã Geminiano / 22 de dezembro de 2016
Foto: Reprodução
As cinzas dos corpos de Marcos Campos Nogueira, Janaína Américo e dos dois filhos do casal, de 1 e 3 anos de idade, deverão chegar na próxima semana a João Pessoa. As informações dadas por um familiar de Marcos são de que os corpos da família serão cremados nesta quinta-feira (22) na Espanha e as urnas com as cinzas serão liberadas para o transporte aéreo até o Brasil. A família foi executada no dia 17 de agosto deste ano, por Patrick Nogueira, sobrinho de Marcos, que está preso na Espanha. A chacina foi compartilhada pelo acusado em tempo real, através do WhatsApp, com Marvin Henriques, amigo de Patrick, que também vai responder por envolvimento com o caso.

LEIA TAMBÉM: VEJA A CONVERSA DE PATRICK E MARVIM NA CHACINA DA ESPANHA

Na semana passada, a polícia divulgou novos trechos da conversa, que revelam o grau de frieza, indiferença e cumplicidade de Patrick e Marvin, com o fato de três pessoas terem sido mortas e esquartejadas, além de Patrick ainda ele estar esperando a quarta vítima para matá-la. O sobrinho de Marcos está preso na Espanha, respondendo a processo por ter matado toda a família do tio. Marvin foi preso aqui na Paraíba, mas conseguiu o direito de responder em liberdade, monitorado por uma tornozeleira no pé.

No dia 17 de agosto deste ano, Patrick matou o tio Marcos Campos Nogueira, a mulher do ti, Janaína Américo e os dois filhos do casal, de 3 e 1 ano de idade, após passar dias planejando a chacina. Chegou na casa do tio por volta das 17 horas, levando pizzas e dizendo que teria ido jantar, para não assustar Janaína. Esperou por um momento distração e atacou Janaína pelas costas, enquanto ela lavava os pratos. A cena foi vista pelas duas crianças, que gritavam apavoradas, até serem também assassinadas. Marcos tinha saído para trabalhar e Patrick ficou esperando sua chegada, para também matá-lo.

Logo após matar Janaína e as crianças, e antes de esquartejar a tia, Patrick começou a conversar com Marvin pelo Whats App, inclusive mandando fotos dos corpos. A descontração e normalidade com que os dois falavam era de quem conversava sobre algo bom e divertido. Reagiam com risadas a cada detalhe da execução e do esquartejamento.

Em um dos trechos iniciais, Patrick fala do que sentiu durante os assassinatos, dizendo que quando começou a matar a tia e os sobrinhos, estava tão tranquilo que sorria enquanto matava. “Eu pensava que ia vomitar, nas comecei rindo, depois com raiva, por causa do trabalho que dava. Mas aí você sente nada. Fica só, tipo, ‘oxe, que fedor da p..’, ‘to com fome’, ‘quero tomar banho’..”, disse.

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